SAÚDE DO IDOSO E A CORRESPONSABILIZAÇÃO DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE
Introdução: Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil apresenta atualmente 22.9 milhões de pessoas idosas, o que corresponde a uma parcela de 11.34% da população. Neste contexto, observa-se uma crescente procura dos serviços de saúde em decorrência de fatores inerentes ao envelhecimento, tais como as doenças crônicas não transmissíveis e suas complicações. Neste sentido, observa-se falha na promoção e prevenção a saúde por parte dos serviços da Atenção Básica, o que desencadeia maior demanda dos níveis terciários e aumento dos gastos públicos. Objetivo: Relatar a experiência de residentes multiprofissionais no âmbito da saúde do idoso em uma Estratégia de Saúde de Família (ESF) e discutir a corresponsabillização dos serviços que compõem a rede de atenção à saúde. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência, no qual é possível descrever vivências, considerações e impressões de maneira relevante, no período de março de 2015 a julho de 2016. Esta ESF se localiza em uma cidade do interior do estado de São Paulo e atende 937 famílias no total de 3759 pessoas. O serviço conta com uma equipe de residentes multiprofissionais em saúde mental, tais como Assistente Social, Enfermeiro, Psicólogo, Terapeuta Ocupacional. Dentre os objetivos propostos pelo programa de residência está o apoio matricial. Resultados: Nota-se a partir da experiência vivenciada durante o período de atuação da residência em cenário da atenção básica, que não existia por parte da equipe de saúde local nenhuma ação voltada à promoção da saúde direcionada a população idosa. Foi observada a presença de casos de vulnerabilidade instalados, em que se constatou rompimento de vínculos familiares, com violação de direitos, e de comprometimento da saúde física e mental. Diante disso, foi realizado o projeto terapêutico singular para os casos identificados pela equipe de residentes e equipe local, com a finalidade de propor encaminhamentos dentro da rede de atenção à saúde. No entanto, nos deparamos com a fragilidade da rede, principalmente no sentido de se corresponsabilizar junto à atenção básica. Conclusão: A partir das reflexões suscitadas, percebe-se a necessidade de projetos específicos de promoção a saúde para a população idosa, assim como, a inserção da Educação Permanente para as equipes dos diversos serviços da rede. Por ultimo, nota-se a importância de estudos que abarquem o funcionamento da rede com propostas de efetivação das políticas públicas.