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PRÁTICAS DE CUIDADO E ATENÇÃO PSICOSSOCIAL INFANTOJUVENIL: O QUE TEREMOS A CONTRIBUIR?

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Introdução:Durante muito tempo, o cuidado em saúde mental foi gerenciado pelo saber médico. Nesse conjunto, relações de verdade, saberes e poderes instituíram um modelo de atenção à saúde mental centrado no alienismo, no tratamento moral e físico, através de estratégias que utilizavam a coerção e a punição como modo de precaução social. No Brasil, a partir da década de 70, a Atenção Psicossocial propôs a inclusão do sujeito na produção do cuidado, preocupando-se com a valorização de sua subjetividade. Contudo, o cuidado na perspectiva da Atenção Psicossocial para criança e adolescente, é recente e ainda se traduz em um desafio para os profissionais que atuam no campo da saúde mental. Objetivo: apresentar a proposta de doutorado da autora que propõe problematizar o discurso das práticas de cuidado realizado pelos trabalhadores do Centro de Atenção Psicossocial infantojuvenil, num município da região sul do país. Método: o referencial metodológico apoia-se na Análise do Discurso, proposto por Michel Foucault, tendo as ferramentas conceituais de saber, poder, norma, verdade, biopoder e disciplina para a problematização das percepções e os movimentos constituídos, e os que se constituem na contemporaneidade, quanto as práticas de cuidado, às estratégias de cuidado engendradas, os efeitos que esses saberes e poderes produzem ao atravessar a constituição do cuidado, da criança e do adolescente e que circulam nas relações estabelecidas com o cuidado na Atenção Psicossocial infantojuvenil. Resultados: o estudo faz parte da construção da tese de doutorado da autora e, no momento, encontra-se em fase de análise do corpus discursivo. Conclusão: Para Foucault é no contexto de um dado saber, de um dado acontecimento, que podemos apreender o movimento de seu aparecimento, de sua história, de redefinições, de rupturas. Desse modo, o modelo de Atenção Psicossocial permite resistir a proposições de saberes com características verdadeiras, estanques visando a desconstrução desses, e passível de contribuir para o fazer científico. Assim, a partir da entrevista com os trabalhadores, busca-se a possibilidade de encontrar novos modos de pensar e produzir o cuidado no presente, bem como conhecer a necessidade de construir novas ferramentas para práticas de cuidado em saúde mental na contemporaneidade, como um operador de mudanças em relação às condições anteriores.