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A dependência química é constituída por sintomas cognitivos, comportamentais e fisiológicos que traz consequências graves ao usuário, familiares e comunidade. Entre as modalidades de tratamento existem as comunidades terapêuticas (CT) que são modalidades de suporte residencial transitório com maior tempo de permanência e são indicados para usuários com condições clinicas estáveis. Este estudo teve como objetivo identificar o perfil de homens dependentes químicos internos de comunidades terapêuticas. Trata-se de uma pesquisa descritiva com abordagem quantitativa, realizada nos meses de junho e julho de 2016 em três comunidades masculinas, sendo duas localizadas em Barra do Garças - MT e uma em Aragarças - GO. Ambas CTs são coordenadas por entidade religiosa e usam a mesma metodologia de atenção aos usuários. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas estruturadas realizadas com 25 usuários. As analises foram feitas por meio do programa Epi info versão 3.5.2. O estudo conta com aprovação ética nº 515/705 da UFMT/CUA. Quanto aos resultados: o estudo revelou que os 25 internos da CTs são do gênero masculino, com prevalência entre 24 a 40 anos (60%), 80% solteiros, 68 % cursaram o ensino fundamental incompleto, 44% declararam não possuir renda, 96% possuem religião, destes, 68% declararam ser protestantes. A pesquisa revelou ainda que as drogas mais utilizadas entre os internos foram álcool (96%), tabaco (88%) e o crack (60%), iniciando esse consumo entre 9 a 19 anos sendo o que levou ao consumo de drogas foi curiosidade (52%) e para acompanhar os amigos (36%). Na percepção dos usuários as drogas que lhes causaram dependência foram o álcool (28%), crack (28%) e a maconha (28%) e o tempo de consumo das drogas até o momento que perceberam que se encontravam em situação de dependência predominou entre 1 ano (56%). Diante do exposto conclui-se que o perfil mais evidente entre os internos desse serviço corresponde a homens jovens e adultos, solteiros, com pouca escolaridade e adeptos a religião protestante. Em sua maioria dependentes de álcool, maconha e crack, iniciando precocemente o consumo, por meio de influência de amigos e curiosidade, levando pelo menos 1 ano para perceberem que estavam dependentes da droga. Conhecer esse perfil facilita o planejamento de estratégias que busquem atender as necessidades de saúde dos internos e revelou ainda a necessidade que seja realizado atividades preventivas entre crianças e adolescentes.