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No Brasil o Movimento Nacional da Luta Antimanicomial (MNLTA) teve início em 1978, remetendo ao desafio de transformar a relação da sociedade e do estado de loucura. Atualmente este movimento é o mais importante e abrangente ato social no processo da luta do ideário da Reforma Psiquiátrica. Este estudo tem como objetivo avaliar a percepção de voluntários extensionistas em saúde mental sobre sua participação em ações do Movimento Antimanicomial. Trata-se de uma pesquisa descritiva com abordagem quantitativa, realizada com 15 voluntários do projeto de extensão “Saúde Mental: os desafios da assistência” da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus Universitário do Araguaia (CUA), que já participaram de pelo menos em uma das ações realizadas anualmente desde 2013 em alusão ao Movimento Antimanicomial nas cidades de Aragarças-GO, Barra do Garças-MT e Pontal do Araguaia-MT. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário semiestrururado. As análises foram realizadas através do programa Epi Info 3.5.2. O estudo conta com aprovação ética da UFMT/CUA nº515/705. Quanto aos resultados, dos 15 voluntários do projeto, 14 são acadêmicos do curso de enfermagem do 3º ao 8º semestre e 01 enfermeira, com faixa etária de 18 a 32 anos, em sua maioria do gênero feminino (87%), solteiros (67%) e 53% já cursaram a disciplina teórica e prática em “Enfermagem em Saúde Mental”. Quanto a participação nas ações do Movimento Antimanicomial, 60% dos voluntários participam das ações desde 2015, 53% se interessaram a participar do movimento em busca de diminuir o preconceito da comunidade com relação a pessoa com doença mental e 33% para informar a sociedade sobre a história da Luta Antimanicomial. Para 93% dos entrevistados as ações foram consideradas como um movimento social e para 100% dos voluntários as ações contribuíram na sua formação político-social, acadêmica e pessoal respectivamente. Conclui-se que as ações do Movimento Antimanicomial foram consideradas pelos voluntários como um movimento social, por ser capaz de orientar e sensibilizar a comunidade sobre o contexto da saúde mental. Para os voluntários participar desse movimento pode contribuir na formação político-social, acadêmica e pessoal, tornando-os mais reflexivos, humanos, preparando-os para serem profissionais acolhedores e capacitados na área de saúde mental.