OFICINAS DE INFORMAÇÃO COMO MODALIDADE TERAPÊUTICA NO ATENDIMENTO ÀS PESSOAS COM RISCO PARA O SUICÍDIO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Introdução: Na esfera do suicídio, remover a sua invisibilidade implica em favorecer práticas novas e menos estigmatizantes sob a ótica do acolhimento, do cuidado, da valorização da vida e das possibilidades de solidariedade. Objetivo: Socializar a experiência vivenciada, como estagiárias de enfermagem, no atendimento em grupo, por oficinas de informação como modalidades terapêuticas a pessoas em risco de suicídio. Metódos: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado durante o Estágio Não Obrigatório na rede de atenção e gestão da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB), em um serviço especializado no atendimento a pessoas com comportamento suicida - Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio (NEPS), vinculado ao Centro de Informações Antiveneno da Bahia (CIAVE), em Salvador, Bahia, Brasil. Resultados: As participações em atividades de grupo - Oficinas de Informação – ocorreram quinzenalmente, no turno vespertino, às terças-feiras, no período de setembro de 2015 a fevereiro de 2016. Durante a experiência vivenciada desenvolveu-se, juntamente com usuários do serviço, a construção coletiva da oitava edição do Jornal Galera Vida NEPS, sob o tema: Abuso sexual – Violação de direitos, com a seguinte organização: Coluna principal (Abuso sexual: Violação de direitos - entrevista concedida por vivência do agravo); Como eu sou no NEPS (onde usuários dizem como se sentem no serviço); Destaque do mês (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente da Bahia – CEDECA); Cuidar de você (Como levantar a autoestima); Refletindo com você (Poema O Tempo, elaborado por usuários do NEPS); Dicas da Galera Vida NEPS (Práticas integrativas de saúde). Conclusão: Percebe-se, a partir das participações nas oficinas, que cada indivíduo, quando recebe autonomia para desenvolver um trabalho em que se percebe útil, apresenta uma melhora significativa na autoestima; e que, mesmo na ocorrência de discordâncias e divergências de opiniões, ocorre o processo criativo e de trocas, o que possibilita ampliar o debate sobre a abordagem multifacetada acerca da assistência a pessoas em risco de suicídio.