53114

ESTRESSE LABORAL NA ÓTICA DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Favoritar este trabalho

Introdução: O estresse pode desencadear doenças psicossomáticas nos agentes comunitários de saúde (ACS), que exercem atividade laboral em ambiente com fatores de risco ocupacionais junto à comunidade, podendo afetá-los tanto física como emocionalmente, além de interferir na qualidadedo trabalho e no vínculo com a população. Estresse crônico associado ao trabalho é denominado Síndrome de Burnout, caracterizada por falta de entusiasmo, autoavaliação negativa, entre outras evidências; outro fator é o profissional praticar a resiliência, tornando-os vítimas de situações de potencial estressor. Objetivo: Relatar experiência de identificação de fatores de risco ao estresse laboral nos ACS de uma unidade saúde da família (USF) de uma cidade do interior paulista. Metodologia: Estudo qualitativo do tipo relato de experiência. A unidade conta com duas equipes de saúde da família, totalizando 11 ACS, implantada em março de 2014. As estratégias utilizadas foram a observação pela enfermeira na rotina diária, e relatos dos ACS durante reuniões de equipe e através do apoio matricial oferecido pela educação permanente na USF no período de janeiro a junho de 2016, sobre a percepção das dificuldades, desgastes físico e emocional. Resultados: Os ACS indicaram fatores de risco multicausais associados ao estresse laboral: remuneração insuficiente como fator principal; falta de materiais e insumos; problemas de relacionamento interpessoal e falta de suporte social e de serviços de apoio. O apoio matricial constitui uma das ferramentas necessárias para a troca de experiências, auxiliando nos desafios do cotidiano, dando-lhes suporte para poderem compreender a sua prática e a construção de estratégias para superar os obstáculos. Conclusões: A experiência aponta a importância de a equipe ter espaços para discutir o trabalho realizado e refletir sobre a saúde do trabalhador, atentando-se à necessidade de valorização destes, bem como propor estratégias voltadas especialmente para o ACS, dado sua importância na implementação das mudanças no sistema de saúde. Adicionalmente, o enfermeiro como seu supervisor, deve atentar-se a esses fatores que terá reflexos na saúde do trabalhador, equipe e comunidade.