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O movimento da Luta Antimanicomial (LTA) têm início como Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental em 1978. Compõe o cenário de luta em prol dos direitos dos usuários e familiares a uma atenção digna dos serviços de saúde. Aliado a essa luta, origina-se a Reforma Psiquiátrica (RP) que propõe a construção de uma rede de serviços e estratégias comunitárias, solidárias, inclusivas e libertárias. O estudo teve como objetivo descrever o conhecimento da comunidade sobre a RP e a LTA.Trata-se de um estudo de campo, exploratório com abordagem quantitativa, realizada no mês de maio de 2016, nas ações da LTA, por membros do projeto de extensão Saúde Mental: os desafios da assistência em Barra do Garças-MT, Pontal do Araguaia MT e Aragarças GO. Utilizou-se um questionário semiestruturado e as analises foram feitas por meio do programa Epi info versão 3.5.2. O estudo conta com aprovação ética da UFMT/CUA nº 515/705. Foram realizadas três ações, com 476 participantes, transeuntes no centro de Barra do Garças, feira do agricultor em Pontal do Araguaia e feira do produtor rural em Aragarças. A faixa etária dos participantes foi de 18 a 85 anos, em sua maioria do gênero masculino (57%), 41% cursou até o ensino médio. A pesquisa revelou que 83% dos participantes reconhecem o que é uma doença mental; contradizendo esse conhecimento, apenas 12% dos participantes reconheceram que dia 18 de maio é comemorado o Dia da LTA e 91% nunca ouviram falar sobre a história da RP. Nesse sentido, 54% dos participantes ainda acreditam que o tratamento das pessoas com problemas mentais deveria ocorrer em hospitais psiquiátricos, apenas 22% disseram que deveria ser realizado em um Cento de Atenção Psicossocial (CAPS). Quando questionados qual seria o atendimento realizado no CAPS, 44% dos participantes não souberam responder. 90% dos participantes reconhecem que a sociedade tem preconceito em relação à pessoa que apresenta doença mental e 91% disseram que atividades junto à comunidade contribui para diminuir o preconceito sobre as doenças mentais.Conclui se quemesmo depois de muitos anos após o início do MLTA, parte da sociedade ainda tem a convicção que pessoas que possuem doenças mentais devem ser tratadas em hospitais psiquiátricos, contradizendo o movimento da RP. É necessário cada vez mais desenvolver ações e projetos na comunidade voltados a uma maior sensibilidade e conhecimento das pessoas sobre as atuais formas de terapêutica e que hoje existem tratamentos mais humanizados.