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ATENÇÃO EM SAÚDE MENTAL E A LÓGICA DO ENCAMINHAMENTO: REALIDADE DE UMA REGIONAL DE SAÚDE DO PARANÁ, BRASIL

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Introdução: O movimento de Reforma Psiquiátrica propõe um redirecionamento na atenção às pessoas com transtorno mental. Atualmente propõe-se a criação das Redes de Atenção à Saúde Mental, que permeiam o atendimento à saúde em todos os níveis, respeitando os princípios do SUS. A efetivação dessas redes acontece, respeitando os limites regionais e organizações do SUS. Na prática, observa-se dificuldade em lidar com o sofrimento psíquico e dar um direcionamento adequado para pessoas em situação de crise. Assim, esse trabalho se justifica pela necessidade de entender de que maneira os Gestores de Saúde da 5ª Regional de Saúde do Estado do Paraná enfrentam as situações de crise e direcionam os encaminhamentos em saúde mental. Objetivo: Analisar o fluxograma de encaminhamento dos pacientes com transtornos mentais dos municípios não elegíveis para o CAPS e que não possuem leitos hospitalares em saúde mental na 5ª Regional de Saúde do Paraná. Metodologia: trata-se de um recorte da pesquisa intitulada “Componentes da Rede de Atenção à Saúde Mental: realidade da 4ª e 5ª Regional de Saúde do Estado do Paraná” PPSUS 2011. Realizou-se uma pesquisa descritiva com abordagem qualitativa durante os anos de 2014 e 2015. Para este trabalho participaram 20 gestores e 20 coordenadores de saúde mental. Resultados: A análise dos dados permitiu identificar duas categorias: a) O Encaminhamento das pessoas com sofrimento psíquico em situação de crise e b) Motivos para encaminhamento dos serviços de referência em saúde mental. Pode-se verificar que, os municípios apresentam dificuldade e desafios em relação ao cuidado na crise, observa-se falta de infraestrutura e de profissionais treinados para atender a demanda, justificando o encaminhamento. Verifica-se ainda que os municípios que não apresentam dispositivos especializados de saúde mental apresentam uma grande dificuldade para atender a demanda da população que precisa deste atendimento, pois nem sempre o encaminhamento desses pacientes ocorre de maneira rápida e eficaz. Conclusão: observa-se que para sanar as dificuldades é preciso investir nas ações de capacitação das equipes de saúde na atenção básica, priorizada como porta de entrada do usuário ao sistema de saúde. Ademais, torna-se necessário maior investimento infraestrutura desses, afim de dar condições adequadas ao encaminhamento bem como organização do fluxo de atendimento, para que sejam atendidas as necessidades de saúde mental.