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Introdução: O uso e abuso de álcool e outras drogas são consideradas uma prática humana milenar e universal. A dependência química corresponde a um fenômeno amplamente discutido, uma vez que o uso abusivo de álcool e outras drogas tornou-se um grave problema global. Objetivo: O estudo teve como objetivo investigar os fatores que levaram as pessoas a experimentar álcool e outras drogas e, continuarem usando. Método: Constituiu-se de uma pesquisa de natureza descritiva com abordagem qualitativa. A pesquisa foi realizada em um Centro de Atenção Psicossocial para álcool e outras drogas (CAPS ad II) do município de Macapá-AP, no período de junho a julho de 2015. Participaram do estudo 11 pessoas, tendo como referência os que fazem tratamento na modalidade intensivo no referido CAPS, o critério de inclusão foi os pacientes que estão frequentando regularmente o serviço em tratamento intensivo e, ter capacidade para responder a entrevista. Foi aplicada a entrevista semiestruturada, sendo os dados analisados com enfoque na análise de conteúdo, e aprovado com o Parecer 1.094.597/2015. Resultados: A análise dos dados permitiu a construção de 4 categorias empíricas, são elas: 1ª O acesso à droga através dos familiares; 2ª Influência dos amigos; 3ª Curiosidade, 4ª Consumismo para seu bem-estar. Assim, a influência dos familiares, amigos e a curiosidade mostraram-se como os fatores apresentados que influenciaram o uso de álcool e outras drogas, em que o uso do álcool, droga lícita, de fácil acesso e a convivên­cia em ambientes sociais, também tornam as pessoas mais vulneráveis e dificultam o abandono do uso. O aumento significativo do uso de álcool e outras drogas, a permissividade e a precocidade dessa prática representam desafios para a saúde pública, em função da forte relação com outros agravos ambientais que comprometem a saúde e a vida, apontando alta vulnerabilidade a essa população. Conclusão: Faz-se necessário maior discussão sobre a temática, e consequentemente es­pera-se que as questões levantadas nesta pesqui­sa sejam aprofundadas em novas investigações, colaborando para novos debates a respeito do tema, pois o uso abusivo e a dependência química configuram como doença crônica não transmissível afetando muitas pessoas e famílias no município de Macapá-AP e no mundo.