ADOLESCÊNCIA E O TRABALHO: IMPLICAÇÕES NO CONSUMO DE DROGAS E NA SAÚDE MENTAL.
Introdução: O trabalho na adolescência se reveste de vários questionamentos em relação aos riscos, benefícios e pelo significado que ele representa para muitos adolescentes. A busca pelo trabalho está relacionada ao suporte econômico da família, a conquista da autonomia financeira e ao consumo. Objetivo: Avaliar o índice de adolescentes que trabalham e investigar a associação com o uso de drogas e a saúde mental. Metodologia: Estudo transversal e de abordagem quantitativa, realizada com 539 adolescentes cadastrados na estratégia de saúde da família, aprovado pelo Comitê de Ética da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. Os instrumentos utilizados para alcançar o objetivo foram o Strenght and Difficulties Questionnaire (SDQ) e Drug Use Screening Inventory (DUSI) . Resultados: Constatou-se que 17,8% dos adolescentes exercem um trabalho informal. Adolescentes mais velhos e do sexo masculino ocupam a maior proporção entre os adolescentes que trabalham. Não se encontrou associação direta (p>0,05) entre as atividades laborais e o consumo de drogas. Contudo, os adolescentes que exerciam alguma atividade de trabalho, apresentavam maior frequência de consumo de substâncias lícitas. Não houve associação estatística significante entre os domínios investigados pelo SDQ e a variável trabalhar ou não (p>0,05). Apesar disso, constata-se que o fato de não exercer atividade laboral contribui para um percentual maior em todas as áreas investigadas nas categorias limítrofe e anormal para as alterações na saúde mental, exceto para os problemas de relacionamento com os colegas desviantesConclusão: Os adolescentes que exercem atividade laboral tiveram maior risco para o consumo de drogas lícitas, sendo necessário que os pais estejam atentos a relação existente entre a atividade laboral e o risco de consumo de drogas lícitas nessa população.
Palavras-chave: Adolescente, Trabalho, Drogas, Família.