ABORDAGEM TERAPÊUTICA EM UM CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL: PERSPECTIVAS PARA A SAÚDE MENTAL.
Introdução: Como novo modelo de reorganização do sistema de saúde e reabilitação psicossocial, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) deve ser um ambiente em que exista uma escuta qualificada, de forma empática que proporcione um elo de confiança e apoio, respeitando a individualidade, sentimentos e a necessidade de cada cliente. Orientado principalmente pelos princípios básicos do SUS, o CAPS tem como finalidade acolher pacientes com transtornos mentais, incentivar a autonomia e integração social. Objetivo: Descrever a abordagem terapêutica realizada pela Liga acadêmica de Saúde Mental em Enfermagem (LASME) em um Centro de Atenção psicossocial. Metodologia: Relato de experiência acerca de uma oficina terapêutica promovida por acadêmicos de Enfermagem participantes da LASME da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A oficina intitulada como “Cuidando das Lobas” foi realizada em um CAPS de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O grupo participante da ação constituiu-se por 10 mulheres acima de 45 anos, que estão em período de Climatério ou Menopausa, possuem Depressão e frequentam o CAPS. Foi desenvolvida uma roda de conversa no período de maio de 2016 abordando o tema Menopausa. Realizou-se a dinâmica “Mitos e Verdades” sobre os sinais e sintomas da Menopausa, formas de melhorar a qualidade de vida nesse período e seus impactos. Durante a dinâmica, foram feitas orientações a respeito dos sintomas, formas de aliviá-los e esclarecimento de dúvidas relacionadas à vida sexual nesta fase. Resultados: Observou-se intenso envolvimento e interação das clientes com o tema proposto. Identificou-se desconhecimento de muitas participantes sobre as alterações fisiológicas presentes na transição do período reprodutivo para o não reprodutivo. Os integrantes da Liga observaram que muitas mulheres confundiam os sintomas evidenciados pelo Climatério com a própria doença Depressão. Além disso, houve a construção de vinculo por meio da empatia demonstrada pelos acadêmicos e a harmonia e feedbacks positivos das “Lobas”. Conclusão: A educação em saúde de forma lúdica promove o diálogo entre ligantes e clientes, permitindo a construção de saberes e estimula a autonomia das pessoas no seu cuidado, contribuindo também para a socialização, interação e reinserção social deste grupo. A percepção dos ligantes aponta para necessidade do vínculo, da coparticipação para que se estabeleça a reabilitação psicossocial.