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A VULNERABILIDADE DA VIDA EM CRISE: DO COTIDIANO À CONTINUIDADE SOCIAL

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Introdução: a crise configura-se como manifestação de uma realidade subjetiva, que, para o sujeito, também se dá de modo estranho, mas não alheio. O sujeito em crise percorre uma caminhada, muitas vezes, solitária, mas com múltiplas possibilidades de trajeto.Objetivo: compreender as implicações da crise psiquiátrica no cotidiano do sujeito em sofrimento mental. Método: Trata-se de umestudo de caso qualitativo, realizado em um serviço de saúde mental. Os dados foram coletados por observação não-participante e entrevistas com roteiro semi-estruturado a 8 usuários do serviço e 3 técnicos de referência. Utilizou-se a análise de conteúdo de Bardin. Resultados: A crise coloca quem a vivencia em situações de maior vulnerabilidade, entretanto, não significa que o sujeito esteja totalmente alheio às questões do cotidiano. É o momento para o desenvolvimento de laços transferenciais e construção de territórios simbólicos para a vida. Conclusão: Pensar a crise enquanto possibilidade de elaboração é considerar que no aparente caos há subjetividade.