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A INTERFERÊNCIA DA VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR NO COTIDIANO DO ADOLESCENTE SOB A PERSPECTIVA DA TERAPIA OCUPACIONAL.

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Introdução: a violência consiste em um fenômeno universal, não havendo distinção de raça, cor, etnia ou cultura. É definida como qualquer forma de brutalidade, abuso, desrespeito, agressão, constrangimento, contra uma pessoa, caracterizando em relações de intimidação, medo ou terror, trazendo inúmeros impactos para o desenvolvimento na adolescência, podendo desencadear em uma série de transtornos. Objetivo: descrever as ações da Terapia Ocupacional junto a um adolescente vítima de violência intrafamiliar, buscando identificar como este evento interferiu em seu desenvolvimento físico, afetivo, social, causando alterações no seu cotidiano. Métodos: o sujeito de pesquisa foi um adolescente de 15 anos, vítima de violência intrafamiliar, que frequentava uma instituição aberta no município de Uberaba-MG. Foram realizadas 12 sessões de Terapia Ocupacional, começando com a criação de vínculo, entre terapeuta e sujeito, utilizando-se atividades como desenho, pintura, caracterização pessoal, recorte e colagem, e o desfecho do vínculo entre terapeuta-paciente. Utilizou-se um diário de campo para registro das atividades desenvolvidas, e a análise dos conteúdos foi pautada na perspectiva de Winnicott. Resultados: Foi possível notar com as atividades que a interferência da violência, trouxe inúmeros prejuízos para a vida desse sujeito, no âmbito psicológico e emocional repercutindo para suas relações sociais, levando ao desenvolvimento de transtorno de personalidade histriônica, quadro de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade e ansiedade. Conclusão: Pode-se concluir que a violência intrafamiliar traz grande impacto no desenvolvimento emocional e social do adolescente levando a alterações no comportamento, na personalidade e no funcionamento do cotidiano que podem culminar com o aparecimento de problemas de saúde mental e seus desfechos nas diversas esferas do cotidiano. As ações da Terapia Ocupacional com essa população são voltadas a demanda e singularidade, propondo por meio de atividades significativas para o sujeito uma maneira de os mesmos encontrarem caminhos para lidarem com as vivências traumáticas e características de seu transtorno.