PROJETO ARCO-ÍRIS: CONSTRUINDO O DIREITO À DIVERSIDADE

Vol 1, 2018 - 99388
Oral
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Resumo

Período de Realização
A experiência teve início em março de 2016 e continua em curso em 2018.


Objeto da Experiência
Familiares dos pacientes de HIV/Aids, que enfrentam, além do preconceito da doença, a discriminação associados à orientação sexual.



Objetivos
Desenvolver ação pedagógica para familiares, no sentido de desmistificar e informar sobre os direitos da população LGBT. A Aids é uma doença que, desde a sua descoberta, se remete à orientação sexual e às questões de gênero, consideradas fatores de vulnerabilidade social e adoecimento.


Metodologia
A experiência é desenvolvida em um hospital de referência do Estado do Ceará e acontece com familiares dos pacientes internados. São realizadas oficinas quinzenalmente, utilizando metodologias participativas, dramatizações e dinâmicas, no intuito de sensibilizá-los, esclarecendo sobre os direitos da população LGBT e temáticas que envolvem a diversidade sexual, como: Nome social, relações de gênero, homofobia, diversidade sexual e Aids, Aids e relações familiares.


Resultados
Na perspectiva da construção do direito à diversidade no contexto das políticas de saúde, percebemos que a experiência permite às famílias um lugar para ressignificar a visão de mundo, diante da orientação sexual e das questões de gênero dos pacientes. Outro resultado importante alcançado foi a sensibilização dos profissionais de saúde quanto aos direitos da população LGBT.



Análise Crítica
A prevalência da população LGBT, no início da doença, gerou práticas discriminatórias e estigmatizantes na sociedade e no grupo familiar. Diante disso, os familiares, por muitas vezes, não compreendem as vivências de exclusão dos pacientes e não sabem lidar com a problemática, reproduzindo assim o preconceito. Assim, torna-se imprescindível o processo educativo. O acesso à informação e a quebra de tabus, construídos socialmente, são elementos fundamentais para ressignificar essas visões impostas pela sociedade.


Conclusões e/ou Recomendações
Concluímos que a atenção às PVHA deve ser integral, sendo necessário identificar as suas especificidades. A diversidade sexual e a identidade gênero devem ser respeitadas, no sentido de assegurar a cidadania. As questões de gênero e sexualidade tomam corpo nos debates sobre as políticas públicas, numa vinculação estreita com a demanda por direitos humanos e cidadania, no enfrentamento do preconceito, que é fator de exclusão social.

Instituições
  • 1 HOSPITAL SÃO JOSÉ
  • 2 Hospital São josé
Eixo Temático
  • Gêneros, Sexualidade e Saúde