PERFIL E DISTRIBUIÇÃO DOS ÓBITOS MATERNOS NA ÁREA PROGRAMÁTICA 2.1 DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

Vol 1, 2018 - 99887
Comunicação Oral Curta
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Resumo

Apresentação/Introdução
A mortalidade materna continua sendo um dos grandes problemas de saúde pública nos países em desenvolvimento. Apesar de, segundo a OMS, ter ocorrido uma redução de 43% dos óbitos maternos de 1990 a 2013 e pelo DATASUS, 23,6% de 2013 a 2016, o país ocupa a centésima colocação no último ranking de mortalidade materna, divulgado pelo Banco Mundial (2017).


Objetivos
O presente estudo tem como principais objetivos: caracterizar e analisar o perfil e a distribuição dos óbitos maternos na Área Programática 2.1 do município do Rio de Janeiro, no período de 2005 a 2015.


Metodologia
Trata-se de um estudo descritivo ecológico, de base populacional, no qual foram utilizados dados de óbitos maternos e de nascidos vivos, notificados pelos sistemas de informações sobre mortalidade (SIM) e sobre nascidos vivos (Sinasc) do Ministério da Saúde, referentes à Área Programática 2.1, do município do RJ, no período de 2005 a 2015. A seleção dos dados na base de dados municipal foi realizada utilizando o programa TabWin 32 e para a análise das informações foi utilizado o Excel©. Na análise estatística empregaram-se as frequências absolutas e relativas.


Resultados
Ao analisar a mortalidade materna na Área Programática (A.P) 2.1 do Rio de Janeiro no período de 2005 a 2015, pode-se observar que não ocorreu detrimento de uma raça específica, assim como não há uma época do ano em que os óbitos prevaleçam, além disso, a maior parte das mortes maternas se concentram na faixa etária entre 20 e 29 anos, sendo constituídos prioritariamente por causas obstétricas diretas. As menores taxas de mortalidade materna foram encontradas nas AP’s 2.2 e 2.1, que estão localizadas, respectivamente, na Zona Norte e Sul do Rio de Janeiro, enquanto as piores se concentraram nas AP’s 5.5, 3.3 e 5.1 que concentram bairros com menores IDH.


Conclusões/Considerações
Destaca-se que o avanço na redução da mortalidade materna depende da consolidação de uma rede integrada, hierarquizada e regionalizada, e da qualificação dos processos assistenciais, em especial ao pré-natal, parto e pós-parto. O conhecimento do perfil de óbitos maternos se faz relevante na gestão do cuidado à saúde da mulher. A identificação de riscos potenciais ou reais permite planejar assistência individual/coletiva e qualificada.

Instituições
  • 1 UNIRIO
  • 2 Unirio
Eixo Temático
  • Vigilâncias do Campo da Saúde