FORMAÇÃO E EDUCAÇÃO PERMANENTE DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE EM MUNICÍPIOS DA BAHIA

Vol 1, 2018 - 99403
Comunicação Oral Curta
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Resumo

Apresentação/Introdução
A gestão do trabalho em saúde tem, entre as suas atribuições, assegurar a formação e educação permanente aos profissionais de saúde. Esta característica também constitui parte do trabalho dos Núcleos de Apoio a Saúde da Família (NASF), com relevância para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), uma vez que estes estão em contato diário com os usuários.


Objetivos
Analisar a formação e educação permanente disponibilizada aos Agentes Comunitários de Saúde, assim com a formação sobre o Apoio Matricial.


Metodologia
Este estudo origina-se do projeto Matriciamento e Equipe de Referência na Estratégia de Saúde da Família: avaliação do NASF em municípios da Bahia. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória. Os sujeitos do estudo foram 43 ACS de seis municípios da região sudoeste da Bahia. A coleta de dados ocorreu entre março a dezembro de 2017. As informações foram obtidas por meio de entrevistas semiestruturadas, guiadas por roteiro. Os dados foram analisados por meio da Técnica de Análise de Conteúdo. Utilizou-se uma matriz composta pelas dimensões: Ações de Educação Permanente desenvolvida; Formação sobre Apoio Matricial; NASF como promotor de educação permanente.


Resultados
As atividades de educação permanente vivenciadas pelos ACS estão aquém do necessário para o desempenho do trabalho. O processo formativo dos ACS ocorre de maneira pontual, fragmentada e pouco relacionado com as atividades cotidianas. Evidenciou-se pouca ou nenhuma formação para o Apoio Matricial e para o trabalho do NASF, sendo este último relatado pela maioria como apenas uma reunião para apresentação dos profissionais da equipe de apoio. Contatou-se diminuta atuação do NASF na educação permanente dos agentes. A dimensão pedagógica do trabalho do NASF não é percebida pelos agentes de saúde. Os profissionais do apoio pouco têm contribuído para qualificar o trabalho dos agentes.


Conclusões/Considerações
Constatou-se a inexistência de uma política de educação permanente destinada aos ACS. Percebe-se ainda a falta de formação para o Apoio Matricial e a fragilidade na dimensão pedagógica do NASF. A instituição de uma política de educação permanente orientada pelo trabalho tem a capacidade de ampliar a resolutividade na APS e promover maior entrosamento entre ACS, Equipe de Saúde da Família e NASF.

Instituições
  • 1 UFBA - Universidade Federal da Bahia
  • 2 UFBA
Eixo Temático
  • Educação e Formação em Saúde