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Apresentação/Introdução
Recentes dados têm mostrado a persistência de desigualdades nas taxas de mortalidade e morbidade entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento. Compreender as inter-relações entre as mudanças nos padrões epidemiológicos e o desenvolvimento econômico é especialmente importante em países em desenvolvimento, onde este processo tem sido marcado por profunda desigualdade social.
Objetivos
O Objetivo deste artigo é analisar os fatores determinantes da desigualdade nos níveis de doenças comunicáveis para o período entre 1995-2015, considerando como fatores básicos causais a configuração da estrutura produtiva e seu progresso técnico.
Metodologia
Foi utilizado dados longitudinais para 139 países entre o anos de 1995 e 2015, agregando diversas variáveis que englobam aspectos acerca do desenvolvimento econômico, da cobertura dos sistemas nacionais de saúde, das características socieconômicas da população e qualidade do ambiente.
Para a análise de convergência foi utilizado o teste β-Convergência que examina a hipótese de convergência incondicional das taxas de mortalidade e morbidade para doenças comunicáveis entre os países, bem como também foi utilizado o método de análise de convergência por clubs (grupos de países). Para a análise estatística foram utilizados modelos econométricos para dados em painéis com efeitos aleatórios.
Resultados
Há um processo de convergência dos níveis de mortalidade e morbidade entre os países durante o período estudado. No entanto, esta convergência é caracterizada pela expressiva diminuição das taxas de mortalidade e morbidade de um pequeno grupo de países principalmente localizados na África Sub-Sahariana. Para os demais países em desenvolvimento, em especial para os da América Latina, as taxas estão estagnadas em um patamar superior aos vistos nos países desenvolvidos.
Os modelos econométricos em painel que avaliou os fatores associados a estes diferentes patamares sugeriu que heterogeneidade estrutural e diversificação produtiva podem influenciar os níveis de saúde.
Conclusões/Considerações
As evidências sugerem que há uma dinâmica conjunta entre a distribuição desigual do fardo das doenças comunicáveis e aspectos da estrutura produtiva dos países. Mais especificamente, sugere o processo de mudança estrutural como fator fundamental para se alcançar mudanças de patamares dos níveis de saúde em termos de doenças comunicáveis em países em desenvolvimento.
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