A FORMAÇÃO DE UMA EQUIPE DE ACOMPANHAMENTO DO PROGRAMA MAIS MÉDICOS A PARTIR INCORPORAÇÃO DE DIRETRIZES DO PROCESSO DE TRABALHO DA ATENÇÃO BÁSICA

Vol 1, 2018 - 101362
Comunicação Oral Curta
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Resumo

Período de Realização
O relato tem como recorte o período de janeiro de 2014 a agosto de 2016.


Objeto da Experiência
Processo de estruturação da equipe do Ministério da Saúde e desenvolvimento do seu trabalho no âmbito do Programa Mais Médicos no estado de São Paulo.


Objetivos
Este relato tem como objetivo apresentar a territorialização como ferramenta de estruturação da equipe, organizada em referências descentralizadas. Aponta características desse processo em analogia aos atributos da Atenção Primária à Saúde, presentes também na Política Nacional de Atenção Básica.


Metodologia
A equipe foi composta por oito referências distribuídas pelas regiões de saúde do estado e uma referência central no Ministério da Saúde. O desenvolvimento de atribuições e organização do trabalho envolveram: reunião de equipe; reconhecimento das demandas e características do território; gerenciamento e tomada de decisão coletiva e acesso à rede intersetorial para articulação de ações conjuntas. Adotou-se ainda a Educação Permanente na construção de instrumentos e qualificação do trabalho.


Resultados
O processo de trabalho instituído proporcionou o georreferenciamento de: dados de provimento; demandas relativas a implantação do programa e análise da situação de saúde dos municípios com foco na Atenção Básica. Foram úteis no planejamento das ações e na divisão equânime do território sob responsabilidade de cada referência.
A equipe registrou proporcionalmente baixos índices de notificação por problemas no programa e adquiriu rápida capacidade de resposta às demandas da coordenação nacional.



Análise Crítica
No período descrito destinou-se 2480 médicos, em 383 municípios. A equipe utilizou dispositivos de trabalho em nível estadual, que dialogam com o processo de trabalho da Atenção Básica em âmbito local. A vivência de processos gerenciais, orientados por adstrição e vínculo com o território, longitudinalidade e coordenação das ações na perspectiva das Redes de Atenção, oportuniza o apoio a gestores e médicos do programa na lógica de fortalecimento das diretrizes da Política de Atenção Básica.


Conclusões e/ou Recomendações
Todo trabalhador carrega a capacidade de autogoverno, sendo que seu engajamento pode convergir ou não com diretrizes estabelecidas pela chefia. Como equipes de atenção básica, que estão no cotidiano do cuidado em saúde, a burocracia do nível de rua tem maior potência quando compartilha princípios e diretrizes do seu trabalho, inclusive quando em diferentes perspectivas o seu objeto é o mesmo, como as equipes de atenção básica e equipes de gestão.

Instituições
  • 1 Pós-Graduação da Faculdade de Saúde Pública da USP
  • 2 Pós-Graduação Instituto de Saúde Coletiva da UFBA
  • 3 UNIFESP
Eixo Temático
  • Políticas e Gestão do Trabalho em Saúde