PREVALÊNCIA DE SOBREPESO E OBESIDADE NO BRASIL E REGIÕES, 2002 A 2013

Vol 1, 2018 - 102464
Comunicação Oral Curta
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Resumo

Apresentação/Introdução
A prevalência de obesidade no mundo mais do que dobrou entre 1980 a 2014. No Brasil, segundo dados de Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico a prevalência de obesidade foi de 11,8% para 18,9% entre 2006 e 2016. A Prevalência de obesidade varia com as características sociodemográficas da população, bem como entre as regiões brasileiras.


Objetivos
Estimar as prevalências de sobrepeso e obesidade em adultos brasileiros de acordo com o sexo, grupo de idade e região brasileira entre os anos de 2002 e 2013.


Metodologia
Dados de três inquéritos nacionais foram analisados: Pesquisas de Orçamento Familiar 2002/03 e 2008/09 e Pesquisa Nacional de Saúde 2013, resultando numa amostra final de, respectivamente: 89.651, 100.956 e 49.444 indivíduos adultos de 20-59 anos, excluindo as gestantes. Prevalências de sobrepeso e obesidade foram estimadas por sexo, grupo de idade (20-39 e 40-59 anos) e 5 regiões brasileiras (Centro-oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul).


Resultados
A prevalência de obesidade passou de 9,6% para 21,0% entre 2002 e 2013, com predomínio de obesidade feminina em todos os inquéritos. O grupo de maior idade apresentou as maiores prevalências de sobrepeso e obesidade para ambos os sexos em todos os anos. Houve aumento na prevalência de sobrepeso e obesidade ao longo do tempo em todas as regiões em ambos os sexos e grupos de idade. A região Sul apresentou as maiores prevalências de obesidade em todos os anos (2002: 11,3%, 2008: 16,5% e 2013: 22,9%). Entretanto, de 2002 a 2013 as regiões Norte e Nordeste foram as que apresentaram maior incremento na prevalência de obesidade, passando de 8,8% para 19,2% e de 8,9% para 20,2%, respectivamente.


Conclusões/Considerações
Houve aumento na prevalência de sobrepeso e obesidade em todas as regiões brasileiras ao longo da última década. Entretanto, o incremento foi mais acentuado nas regiões norte e nordeste, apesar de as prevalências serem mais elevadas na região sul em todos os períodos analisados. Ações governamentais de redução da pobreza devem ser alinhadas a programas de incentivos de estilo de vida saudável.

Instituições
  • 1 UERJ
  • 2 UNIRIO
Eixo Temático
  • Agravos e Doenças Crônicas