INTERFACE SAÚDE E EDUCAÇÃO – A PROMOÇÃO DE SAÚDE NA ESCOLA

Vol 1, 2018 - 102840
Comunicação Oral Curta
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Resumo

Apresentação/Introdução
Relatamos neste resumo o recorte de uma pesquisa de Mestrado em Ensino discutindo estratégias de promoção de saúde no processo de ensino nas escolas regulares. Foi realizado um estudo sobre a medicalização da aprendizagem e a produção de deficiências no contexto educacional, no qual ressaltamos questões que perpassam a Psicologia no encontro do Ensino com a Saúde.


Objetivos
Ampliar a visão crítica em relação à medicalização da aprendizagem instituída no universo escolar; promover espaços de discussão e compreensão dos movimentos de ensino e aprendizagem; problematizar questões que atravessam a interface saúde e educação.


Metodologia
A opção de caminho metodológico foi a cartografia, uma forma de pesquisar-com, ou seja, uma pesquisa que se dá por meio da intervenção no campo considerando a presença e implicação do pesquisador. Nesta pesquisa-intervenção fomos acompanhando nas rodas de conversa e entrevistas os movimentos de professores de uma rede de ensino municipal relacionados ao ensino de alunos com rótulos e diagnósticos que justificam suas dificuldades de aprendizado. O mapa desta cartografia do campo escolar foi traçado através das narrativas dos docentes que contavam dos entraves que surgem e das tentativas que empreendem no processo de ensino.


Resultados
Percebendo que muitas situações comuns da aprendizagem têm sido consideradas patológicas, enfatizamos a necessidade de construção de linhas de fuga aos processos educacionais que trazem a normalidade como referencial imperativo que acabam por rotular e excluir aqueles que diferem de algum modo à norma. Através do exercício da docência como presença próxima traçamos formas de percepção e criação de outros possíveis. Esta é uma postura docente em relação ao estudante que amplia a possibilidade de ensino e aprendizagem ao perceber o outro sem interpretá-lo a partir de referenciais padronizados, compreendendo a singularidade e criando circunstâncias favoráveis ao aprendizado.


Conclusões/Considerações
Pensamos a relação saúde e educação como forças da vivência escolar e discutimos o lugar do psicólogo. Entendemos que a categorização do outro em diagnósticos pode diminuir as possibilidades da existência e interferir na forma como se estabelecem relacionamentos. No debate da interface saúde e educação tornou-se possível criar estratégias de ação com os aprendizes numa construção compartilhada.

Instituições
  • 1 UFF
Eixo Temático
  • Educação e Formação em Saúde