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Período de Realização
Foram realizados encontros semanais de abril de 2017 a fevereiro de 2018.
Objeto da Experiência
Atender as necessidades dos indivíduos, abrangendo a família e o entorno social como sujeito atuante no processo de recuperação do sofrimento mental.
Objetivos
Viabilizar espaço para a fala e a construção das redes de apoio. Desvelar o sofrimento que, até então, estava introjetado de forma a perceber, entrar em contato com a dor. Favorecer o enfrentamento dos problemas subjetivos, sociais, que afetam diretamente a saúde mental dos indivíduos.
Metodologia
Os usuários da Unidade Básica de Saúde, foram acolhidos nas rodas de terapia comunitária, após serem identificados os sofrimentos relacionados a saúde mental, nos atendimentos junto às equipes de Estratégia de Saúde da Família e/ou por profissionais da Assistência Médico Ambulatorial. As profissionais fonoaudióloga e psicóloga, coordenaram e facilitaram a interação dos participantes nas rodas. Os encontros ocorreram as quintas-feiras, das 10h00min às 11h00min, e abordavam temas variados.
Resultados
Participaram das 43 rodas 124 pessoas, os quais apresentaram o seguinte perfil: 86% dos participantes do sexo feminino, 14% do sexo masculino, a faixa etária de 81% adultos, considerando-se de 24 a 59 anos e 19% de idosos. Foi possível notar mudanças comportamentais significativas na autoestima e autonomia dos membros do grupo, assim como, a redução das queixas psicossomáticas, ideações suicidas, crises de pânico e fobias, impactando em decrescimento das intervenções medicamentosas.
Análise Crítica
Atenção Básica de Saúde se orienta no modelo assistencial, com ênfase no cuidado longitudinal, em seu espaço físico e social, o que possibilita uma equipe que compreenda a Saúde de forma integral e humanizada do processo “cura-doença”, para além das práticas curativas, organicistas. Assim, cabe aos profissionais engajados, ações interdisciplinares, vinculando os saberes das ciências sociais às de saúde, entre outras práticas.
Conclusões e/ou Recomendações
A Terapia Comunitária Integrativa constrói redes sociais de promoção da vida, mobilização de recursos e competências dos indivíduos na comunidade; valoriza a dimensão terapêutica do próprio grupo e o saber produzido pela experiência de vida de cada um. Neste serviço, a prática integrativa através das rodas de terapia comunitária mostrou-se eficaz como dispositivo de cuidado, ao atuar na promoção e prevenção da saúde e redução de danos.
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