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Apresentação/Introdução
O presente trabalho parte da premissa de que os meios massivos de comunicação interferem decisivamente na formacomo atores sociais empregam sentido ao mundo. No caso particular do crack, interessa-nos observar como os jornais constroem discursivamente a perspectiva de que a Internação Compulsória é a melhor alternativa para “solução do conflito”, como recentemente ocorrido em São Paulo (maio/2017).
Objetivos
Com essa visada, buscamos analisar os sentidos que os discursos da imprensa ajudam a construir sobre a dependência e o dependente químico num ambiente em que retorna o debate sobre alternativas para enfrentamento do problema gerado pelo uso de substâncias psicoativas.
Metodologia
Por tratar-se de um trabalho que visa compreender os processos de produção de sentidos, especificamente os midiáticos, através das marcas deixadas pelos discursos de O Globo, utilizamos como referencial metodológico os postulados centrais da Semiologia dos Discursos Sociais: iniciamos com um mapeamento das edições do jornal em 2013 para, em seguida, realizarmos análises intra e extra-textuais.
Resultados
Levando-se em conta o volume de informações veiculadas por O Globo e, paralelamente, pela quantidade de vezes que o crack e/ou a Internação Compulsória foi capa de determinada edição, podemos apontar que a temática teve muita relevância no ano de 2013 e que o jornal buscou interferir no debate sobre a questão.
Conclusões/Considerações
Pela forma como o jornal enquadrou a temática, podemos concluir que menos interessou a ele fomentar um debate por um viés sanitário e mais construir um sentido da Internação Compulsória como única solução para a “escalada” do crack.
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