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Período de Realização
Ocorreu durante o 2º semestre de 2017 durante atividades curriculares do 1º ano do curso de Medicina.
Objeto da Experiência
Mulher, 67 anos, analfabeta, diabética e hipertensa, que não adere ao tratamento medicamentoso mesmo com o auxílio da equipe de saúde da família.
Objetivos
Relatar a vivencia dos estudantes de medicina durante as ações de promoção da saúde e empoderamento à uma paciente analfabeta, hipertensa e diabética que não adere aos tratamentos.
Metodologia
Trata-se de um estudo descritivo, tipo relato de experiência, formulado a partir das visitas domiciliares (VD) realizadas por um grupo de alunos, juntamente com a presença da professora do curso de medicina de centro universitário municipal do interior de São Paulo. Tais VD tiveram como foco a escuta ativa e foram alternadas, com a presença do médico e enfermeira da equipe. Foi realizado a organização dos medicamentos da paciente por meio de uma caixa organizadora com destaque para os horários.
Resultados
As VD se mostraram imprescindível na assistência a uma paciente que não adere ao tratamento da hipertensão e diabetes, pois por meio da escuta ativa foi possível construir o genograma, ecomapa e caixa organizadora dos medicamentos. Identificou-se que a perda de um vizinho fez com que ela deixasse de usar alguns dos medicamentos. Adjunto a isso, o empoderamento promovido pelos estudantes e pela equipe possibilitaram melhora clinica ao garantir que ela conseguisse dar seguimento ao tratamento em casa.
Análise Crítica
Diante da idealização do empoderamento e auxilio na adesão medicamentosa da paciente, foi observado que mesmo com o auxílio da equipe, a paciente reluta usar os medicamentos devido a perda do vizinho querido, ao alto número de medicamentos prescrevido e desorganizados, e considera que farão mal ao invés de beneficiar seu quadro clínico. Desse modo, o uso de uma escuta ativa, comunicação simples, empática e elucidativa faz-se necessário, como estratégia de implantação do empoderamento da paciente
Conclusões e/ou Recomendações
Para melhorar a adesão medicamentosa de pacientes com condições crônicas, faz-se necessário o uso da escuta ativa, ecomapa e comunicação clara. A utilização da caixa organizadora de medicamentos contribui para que idosos se sintam mais seguros no momento de utilização dos medicamentos e visualização da importância dos benéfico que trará a sua qualidade de vida. A promoção do empoderamento e ação conjunta com a ESF, auxiliam na aceitação medicamentosa.
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