: A MUSICOTERAPIA COMUNITÁRIA COMO ESPAÇO DE EMPODERAMENTO EM COMUNIDADES.

Vol 1, 2018 - 102687
Oral
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Resumo

Período de Realização
O projeto de pesquisa de extensão tem suas atividades realizadas de julho de 2017 até a presente data.


Objeto da Experiência
O trabalho realizado se desenvolveu a partir da participação como bolsista no Coral Cênico Social, Arte e Saúde em uma Unidade de Saúde da Família.


Objetivos
Compreender a musicoterapia comunitária como potente instrumento de ação. Trabalhar as relações sociais a fim de criar coletivos saudáveis em suas inter-relações. Observar os afetos dentro de um Coral Cênico Social e as dinâmicas sociais que o atravessam.


Metodologia
A partir da atuação como bolsista no projeto desenvolvido pela UFSB conjuntamente com uma USF na região de Porto Seguro/BA. O referente projeto desenvolve ações semanais de musicoterapia comunitária a partir do desenvolvimento de um Coral Cênico Social composto majoritariamente pela equipe de saúde da USF. Tendo como marco teórico a Teoria Ator-Rede de Latour o trabalho desenvolve uma escrita concomitante às ações, seguindo os atores em ação.


Resultados
As musicalidades possuem papel como um agente político, intermediavam e aguçavam conflitos internos da própria equipe. As inquietações da equipe e a conjuntura de desmantelamento do SUS refletiram na prática musical, essa que enfrentou dificuldades particulares do cenário local. Além disso, cabe pontuar que há um difícil caminho na construção de outras práticas profissionais dentro do SUS. Torná-lo um espaço capaz de adotar outras práticas terapêuticas é um exercício interno, social e político.


Análise Crítica
O andamento do Coral mostra a música como um potente agente não-humano, como conceituaria Latour, capaz de alterar e agir a todo instante que é evocada. Ela intermedia conflitos e os explicita. O andamento do Coral, composto pela equipe da USF do Parque Ecológico no município de Porto Seguro/BA foi atravessado pelas permanentes divergências que consolidam qualquer construção social. A musicoterapia comunitária produziu um espaço coletivo para o dissenso, o conflito e a coesão como comunidade.


Conclusões e/ou Recomendações
O trabalho desenvolvido dentro da área da musicoterapia comunitária é um espaço aberto a ser atravessado por outras relações essas que, muitas vezes, transpõem os limites dos muros da USF. Esse deve ser, portanto, um trabalho de contínua relação crítica e de perplexidade permanente.

Instituições
  • 1 UFSB
Eixo Temático
  • Organização da Atenção da Saúde: Modelos, Redes e Regionalização da Saúde