Este trabalho foi publicado pelo Galoá e tem um DOI depositado. Para citar este trabalho, use um dos padrões abaixo:
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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!Introdução: O número de revisões sistemáticas de prevalência publicadas na literatura aumentou 10 vezes na última década. Mesmo assim, ainda há incertezas e falta de padrões para o desenvolvimento metodológico dessas revisões.
Objetivos: Descrever a metodologia de revisões sistemáticas publicadas recentemente sobre a prevalência de condições clínicas.
Métodos: Foi realizada busca na base de dados MEDLINE usando os termos “prevalência” e “revisão sistemática” no título; a busca foi limitada a estudos publicados entre fevereiro de 2017 e fevereiro de 2018. Incluímos revisões sistemáticas sobre a prevalência de quaisquer condições clínicas publicadas em inglês.
Resultados: Foram identificadas 335 revisões sistemáticas, das quais 235 foram incluídas em nosso estudo. A mediana do número de estudos incluídos em cada revisão foi de 24 (IIQ 15 a 40). Vinte e dois por cento das revisões incluídas publicaram ou registraram o protocolo de revisão sistemática. Checklists para redação do estudo foram usados em 72% das revisões (entre elas, 95% usaram o PRISMA e 16% usaram a MOOSE). A qualidade dos estudos de prevalência foi avaliada em 78% das revisões. Apenas 12 avaliações analisaram a qualidade geral das evidências (50% usando o GRADE). A metanálise foi realizada em 62% das revisões; 99% delas usaram modelo de efeitos aleatórios. Entre as revisões com metanálise, 52% realizaram análise de subgrupo e 41% realizaram metarregressão; o viés de publicação foi examinado em 11% delas por meio de inspeção visual com gráficos de funil e em 42% por testes estatísticos (84% com teste de Egger e 39% com teste de Begg).
Conclusões: Revisões sistemáticas de prevalência publicadas recentemente apresentaram problemas metodológicos, o que pode limitar a validade dos resultados. Como as estimativas de prevalência desempenham um papel crítico nos sistemas de saúde, os métodos devem ser melhorados para o fornecimento de estimativas mais confiáveis.
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