Este trabalho foi publicado pelo Galoá e tem um DOI depositado. Para citar este trabalho, use um dos padrões abaixo:
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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!O Amálgama dentário é um material com reconhecida efetividade e durabilidade utilizado na clínica odontológica para restauração de elementos dentários. Por ser parcialmente composto de mercúrio, a redução gradual de sua utilização foi recomendada pela Convenção de Minamata. O objetivo dessa revisão sistemática foi responder à pergunta: o uso do amálgama dentário em restaurações dentárias é seguro para profissionais de saúde bucal e meio ambiente? Adotamos a recomendação PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews e Meta-Analysis) e o protocolo foi registrado no PROSPERO com o número CRD42019129797. As plataformas MEDLINE via PubMed, The Cochrane Library, Center for Reviews and Dissemination (CRD), Health Evidence, Embase, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) foram pesquisadas sem restrição de data inicial até 27 de março de 2019, além da literatura cinzenta. Os estudos foram incluídos se relatassem a toxicidade do amálgama como desfecho primário para segurança dos profissionais de saúde bucal e contaminação do meio ambiente (ar, água ou solo) como desfecho de segurança ambiental. Incluímos 04 estudos ao final do processo de seleção. Quanto ao risco ocupacional, ambos estudos apontam não haver evidência de exposição com o uso do amálgama dentário, exceto para uma condição (Histerectomia precoce) onde o resultado apontou para correlação estatisticamente significativa (p<0,04). Na avaliação de contaminação das águas residuais, houve resultado significativo (média 0.0561 mg/L Hg), extrapolando os valores máximos estabelecidos (0.01 mg/L Hg). Para avaliação do vapor de mercúrio liberado no ar, a análise de um único modelo de aspirador, fabricado no ano de 1978, sugere haver contaminação. A evidência científica atual sobre a segurança do amálgama dentário ainda é crítica, sendo os estudos insuficientes e com alto risco de viés. São necessários estudos primários bem delineados, prospectivos e com maior período de seguimento, para avaliação do real agravo ambiental e ocupacional oriundo do uso do amálgama dentário.
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