Estresse oxidativo em Oreochromis niloticus após exposição aguda ao arsênio

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Sessão Temática Virtual - AMB
  • Eixo temático: Química Ambiental - AMB
  • Palavras chaves: Freshwater fish; Nile Tilapia; Toxicity; Enzymatic Antioxidant;
  • 1 Universidade Federal de Alagoas
  • 2 Instituto de Química e Biotecnologia / Universidade Federal de Alagoas

Estresse oxidativo em Oreochromis niloticus após exposição aguda ao arsênio

Aryanna Sany Pinto Nogueira Costa

Universidade Federal de Alagoas

Resumo

A toxicidade e propriedades bioacumulativas do arsênio (As) requer um controle dos níveis de concentração e avaliação dos efeitos adversos de suas espécies no ambiente natural. O presente trabalho visou a determinação da LC50 de As(III) e As(V), assim como o mecanismo de ação mediado pelo estresse oxidativo em Tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus). Os peixes foram aclimatados durante 10 dias com sistema de aeração, filtração e monitoramento da qualidade da água. Em seguida, em cada aquário, 10 peixes foram expostos às espécies de arsênio inorgânico por 96h, em quadruplicata. Os níveis de concentração de exposição foram 5, 15, 30, 40, 60 e 80 mg L-1, para As(III) e 50, 150 e 300 mg L-1, para As(V). Para ambas as espécies, aquários sem contaminantes foram utilizados como controle. Ao longo do experimento, os peixes mortos foram contados para o estudo LC50 e após 96 h, os sobreviventes foram anestesiados e sacrificados para separação dos tecidos (brânquias, músculo e fígado), então armazenados a -20 ° C para posterior análise enzimática. Os valores de LC50 foram 42,92 mg L-1 para As(III) e 52,24 mg L-1 para As(V). O As utilizado na água dos aquários foi determinado por HG-AFS e as porcentagens de recuperação para As(III) e As(V) foram, respectivamente, 74 e 81%. Os elementos Al, Ca, Cd, Co, Cr, Cu, Fe, K, Mg, Mn, Mo, Na, Ni, P, Pb, V, Zn foram detectados na água dos aquários por ICP OES, dos quais Ca, Cd, K, Mg, Na e P foram quantificados e apresentaram, respectivamente, de 2,92; 0,146; 3,82; 2,81; 18,43 e 0,19 mg L-1. O teor de carbono orgânico foi determinado na água da torneira (<LOQ) e na água do rio (0,11 mg L-1) e este baixo teor teria pouca influência na interação da matéria orgânica natural (MON) com o As. A similaridade entre os valores de LC50 para As(III) e As(V) pode estar relacionada à conversão de As(III) a As(V), devido ao ambiente oxidante. A avaliação do mecanismo de toxicidade foi realizada nos tecidos dos peixes expostos a 30 mg L-1 de As(III) com base nas determinações de malondialdeído (MDA), superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationa S-transferase (GST). Com relação à atividade das enzimas, apesar da tendência à diminuição em todos os parâmetros, não houve diferença significativa entre tratamentos, para 95% de confiança. O MDA também foi utilizado como indicador de dano à membrana celular nas amostras de fígado e brânquias; e o aumento do MDA no músculo e diminuição no fígado e brânquias sugerem que o mecanismo de defesa antioxidante e detox no músculo, no tempo avaliado, indica uma modulação negativa pelo As(III). Esta modulação pode estar ocorrendo tanto pela diminuição do transporte de oxigênio para o interior das células, quanto pela inibição enzimática direta. Este aumento das espécies reativas de oxigênio biodisponíveis acarreta o dano celular, que em primeira instância se reflete no aumento de peroxidação lipídica ocasionando desde o aparecimento de doenças até a morte dos peixes expostos ao As(III).

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Autor

Aryanna Sany Pinto Nogueira Costa

Boa tarde, Nívea Cristina

Muito obrigada!!

Nos tecidos músculo, fígado e brânquias , avaliamos apenas o mecanismo de toxicidade, uma vez que os peixes que trabalhamos pesavam, aproximadamente, 1,5 gramas. No entanto, após dissecação/separação dos tecidos de interesse, o restante do peixe foi congelado, liofilizado e em seguida digerido para determinação de As total. Qualquer coisa, fico à disposição. Até mais.