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Integrated analytical approaches for accessing bioactive compounds from Swinglea glutinosa (RUTACEAE) and its associated fungi
THIAGO VEIGA
Universidade Federal de São Paulo
Agora você poderia compartilhar comigo suas dúvidas, observações e parabenizações
Crie um tópicoNesta conferência serão apresentados os resultados referentes ao estudo químico da espécie Swinglea glutinosa, uma planta da família Rutaceae. As abordagens de desreplicação via HRMS permitiu o isolamente de acridonas e fenilacrilamidas com potencial anti-leucemia. Além disso, o microbioma da espécie está sendo explorado através do isolamento de seus fungos endofíticos. Uma nova espécie de Penicillium foi obtida e por meio da plataforma GNPS, foram identificados putativamente metabólitos clorados, possivelmente pertencentes à classe das antraquinonas.
Roberto Gomes de Souza Berlinck
Oi Thiago, muito interessante sua apresentação. Fiquei muito curioso com o isolamento das antraquinonas cloradas. Vocês utilizaram meio de crescimento com NaCl para o fungo que produziu esses compostos? Outra possibilidade é que esses compostos possam eventualmente ser formados em CDCl3, pois já observamos isso no meu grupo: compostos aromáticos às vezes são clorados, principalmente se o CDCl3 for "100%" deuterado. Parabéns pelo trabalho, muito bom.
Alessandro Rodrigues
Olá Thiago, parabéns a você e toda equipe pelo excelente trabalho! Minha curiosidade é se há relação entre os diferentes solos em que as plantas são cultivadas e a presença de fungos nas mesmas, há alguma variação esperada?
Abração
THIAGO VEIGA
Olá Alessandro, obrigado por assistir ao vídeo e pela mensagem!
Sim, o solo e todas as outras questões ambientais podem influenciar no aparecimento desses fungos encontrados nas plantas. Assim, podemos supor que a mesma planta, cultivada em diferentes regiões, poderá apresentar variações em sua microbiota e até mesmo no perfil químico desses fungos.
Abraços
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THIAGO VEIGA
Olá Berlinck, tudo bem? Obrigado por assistir ao vídeo. Foi uma satisfação receber o seu feedback. Sobre as suas questões:
1) Não, não utilizamos NaCl nos meios em que o fungo foi cultivado: arroz e YES. Em ambos os meios conseguimos fazer as anotações (via GNPS e outros bancos de dados) dos possíveis compostos clorados;
2) Esses compostos ainda não foram isolados (culpa da pandemia), e, portanto, ainda não tiveram contato algum com solventes clorados.
Justamente para eliminar essas suspeitas, estamos providenciando o sequenciamento do DNA desse fungo para verificarmos a possibilidade da presença de uma halogenase. Espero apresentar essas novidades na próxima reunião anual ou no BCNP de Goiânia.
Aliás, fiquei curioso com o caso da halogenação dos seus compostos por CDCl3. Como vocês descobriram?
Abraço
Thiago
Roberto Gomes de Souza Berlinck
Oi Thiago, no nosso caso foi um derivado das curvularinas que isolamos clorado. A gente desconfiou porque depois que tratamos o CDCl3 com base e destilamos, não observamos mais a presença dos derivados clorados. No entanto existem derivados da curvularina isolados pelo grupo do Leslie Gunatilaka que são naturais. https://doi.org/10.1021/acs.jnatprod.6b00960. e https://doi.org/10.1039/C6OB00560H. Eu escrevi para ele e ele garantiu que não são artefatos. Se você detectou sem crescer em NaCl e sem usar CDCl3, devem ser naturais. Sensacional. Halogenases são raras em fungos. Veja também nosso artigo de isolamento de um composto clorado de fungo, bem incomun: https://doi.org/10.1021/acs.orglett.5b02060. abraço.
Warley Borges
Thiago, parabéns pela apresentação e pelos belos resultados. Também no meu doutorado isolei uma série de compostos clorados de um fungo. Muito interessante.