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Luehea divaricata Mart. & Zucc (Malvaceae), conhecida popularmente no Brasil como “açoita cavalo”, é utilizada na medicina tradicional no tratamento de disenteria, leucorréia, reumatismo, blenorragia e bronquite1. Espécies da família Malvaceae são constituídas principalmente por terpenoides, flavonoides e ácidos graxos ciclopropenoídicos que são considerados marcadores quimiotaxônomicos desta família2. O presente trabalho relata o estudo fitoquímico do extrato etanólico (EtOH) das cascas do caule de L. divaricata. O fracionamento da fração hexânica da partição do extrato EtOH, por meio de cromatografia em coluna de gel de sílica e de Sephadex LH-20, permitiu o isolamento de oito triterpenoides pentacíclicos: friedelina (1), lupenona (2), lupeol (3), hop-17(21)-en-3-ona (4), hop-17(21)-en-3-ol (5), taraxasterol (6), ácido 3-O-acetiloleanólico (7) e ácido 3-O-acetil-ursólico (8). A identificação estrutural dos compostos foi realizada por RMN de 1H e 13C, em comparação com os dados da literatura3,4,5. Os compostos 4, 5, 7 e 8 estão sendo relatados pela primeira vez no gênero Luehea.
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