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Introdução: Para minimizar o uso da soja para produção de biodiesel novas fontes de oleaginosas vem sendo estudadas,1 uma delas é a A. speciosa (Arecaceae), palmeira adaptada ao clima brasileiro e rica em ácidos graxos saturados, que possuem melhores propriedades para produção de biodiesel.2 Preparou-se misturas (Soja/Babaçu) nas proporções de 90:10, 80:20, 70:30, 60:40 e 50:50 m/m para investigar mudanças nas propriedades físico-químicas, com a adição de ésteres de babaçu. Resultados: As blendas apresentaram teores altos de ésteres (>96,5%). A composição do biodiesel de babaçu é predominantemente de ésteres saturados (>80%), sendo os majoritários o ácido láurico, oleico e místico. Em contraste o perfil químico da soja, mostrou-se predominantemente insaturado, sendo os ésteres majoritários, o linoleico, oleico e palmítico, mais susceptíveis a termo-oxidação. As análises de Rancimat mostraram que com o aumento dos teores de ésteres de babaçu nas misturas o tempo de indução aumentou (6,13 h), devido a maior resistência dos ésteres saturados. Os testes de análise térmica mostraram que o biodiesel de babaçu metílico é estável até 49,6 °C e o etílico até 53,7 °C. O ponto de cristalização (DSC) apresentou temperaturas inferiores a -9,0 °C (Tabela 1 e 2). Conclusão: De forma geral com o aumento dos ésteres do babaçu nas misturas obteve-se melhores propriedades nas blendas elevando a estabilidade termo-oxidativa. Os ésteres do óleo de babaçu mostraram desempenho satisfatório para seu uso em regiões de baixas temperaturas, em relação ao ponto de cristalização.
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