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A indústria tabagista adiciona açúcares no processo de fabricação de cigarros devido à perda que ocorre naturalmente durante a etapa de secagem das folhas (cura). Esta adição resulta em um produto final mais palatável, promovendo assim uma maior adesão do público infanto-juvenil. Durante a queima do cigarro ocorre a pirólise desses açúcares com formação de substâncias carcinogênicas1. Frente a isto, surge a necessidade do monitoramento do teor de açúcares presentes em cigarros comerciais (Glicose, Sacarose e Frutose). Este trabalho tem como foco um estudo de estabilidade, avaliando variações de temperatura e umidade que podem levar a degradação dos açúcares nos cigarros comerciais, passíveis de ocorrer durante a estocagem nos pontos de venda, prejudicando assim o monitoramento desses compostos, visto que atualmente não há uma legislação que define o valor máximo desse aditivo ao cigarro. As condições avaliadas foram: (1) norma ABNT NBR ISO 3402/2007: 22°C e 60% de umidade, (2) estocagem em refrigeração: 06°C e 60% de umidade, e (3) alta temperatura: 40°C e 21% de umidade, as amostras foram condicionadas por 48 horas antes da extração. Foram pesadas 500mg de cada amostra, extraídas em 10 mL de água tipo 2 e filtradas em filtro 0,22 μm. Os extratos aquosos foram analisados em cromatógrafo líquido de alta eficiência, acoplado a detector evaporativo com espalhamento de luz (UPLC-ELSD). Foram avaliadas as três condições, destacando a atmosfera para condicionamento de 22°C e 60% de umidade, apresentando resultados mais lineares, tendo um R2 ≥ 0,9 podendo ser observado na Figura 1.
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