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Devido à produção anual superior a 20 milhões de Kg de uva, na região do Vale do São Francisco, o presente trabalho investiga a potencialidade dos engaços BRS Violeta (E-In Vio) e Vitis Labrusca Isabel (E-In Isa) como precursores de carvão ativado (CA) para fins de adsorção. Os engaços in natura (E-In) foram secos, triturados e peneirados. As amostras foram calcinadas sob atmosfera inerte (7000C,60min). Realizou-se a caracterização por IV, MEV, TG, área superficial e teores de cinza. Por IV, observa-se bandas em 1737cm-1 (C=O, lignina e hemicelulose), em 2919cm-1 (-CH2, lignina, hemicelulose e celulose) e em 1428cm-1 (-CH, alifática de ligninas) (Fig.1). Por MEV, observa-se morfologia de estrutura fibrosa e maciça (E-In) e a presença de poros nos carvões (Fig.2). Já por TG, evidenciou-se perdas de hemicelulose (143-210°C, E-In Vio e 136-215°C, E-In Isa) e celulose (210-354°C, E-In Vio e 215-364°C, E-In Isa) (Fig.3). Pelo método BET, constatou-se aumento na área superficial de 0,4572 (E-In Isa) para 1,8248 m2.g-1 (C Isa), ressaltando assim a importância do processo de carbonização para aprimoramento do material. Quanto aos teores de cinza, obteve-se 9,97% (E-In Vio) e 7,20% (E-In Isa). Estudos demonstram que bons precursores de CA possuem baixos teores de cinza1. Os engaços de uva apresentaram-se como potenciais precursores para a obtenção de CA para fins de adsorção de metais e/ou corantes.
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