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RESULTADOS PRELIMINARES DA IMPLEMENTAÇÃO DE UMA ESCALA DE CLASSIFICAÇÃO DE RISCO PARA A REALIZAÇÃO DE ACOMPANHAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO COMO FERRAMENTA PARA MELHORIA DA QUALIDADE ASSISTENCIAL

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A análise do escore de risco farmacoterapêutico é uma ferramenta que possibilita estratificar os pacientes, de acordo com a necessidade de Acompanhamento Farmacoterapêutico (AFT) e otimizar o serviço do farmacêutico clínico. O objetivo do estudo foi analisar os resultados da implementação da Escala de Classificação de Risco Farmacoterapêutico (ECRF) para a realização de AFT pelo farmacêutico clínico como ferramenta para a melhoria da qualidade assistencial. Trata-se de um estudo observacional, descritivo e retrospectivo realizado na unidade Clínica Médica e Cuidados Especiais do Hospital Regional Norte/Ceará, no período de outubro a novembro/2016. Composição do ECRF: idade; total de medicamentos; total de medicamentos endovenosos; medicamentos potencialmente perigosos; via de alimentação; complicações clínicas e imunossupressão. Foi correlacionado a classificação de risco e o número de Problemas Relacionados aos Medicamentos (PRM) identificados pelo farmacêutico. Foram analisados 189 pacientes, classificação de risco: 123 baixo, 64 médio e 2 alto. Ocorreu a identificação, em média, de 1,5 PRM por paciente de alto risco (avaliação da prescrição e exames laboratorias), enquanto que os de médio risco (avaliação da prescrição e marcadores laboratoriais) foram 6,2 PRM por paciente e 2 PRM por paciente de baixo risco (monitorização da prescrição). Através da aplicação ECRF e identificação de PRM, o farmacêutico realizou intervenções junto à equipe multiprofissional. Os dados sugerem que a utilização da ECR é uma ferramenta efetiva para qualidade da assistência prestada pelo farmacêutico clínico ao identificar o perfil de risco dos pacientes e possibilitar a otimização na realização do AFT. MATINBIACHO et al. Development of risk score to hospitalized patients for Clinical Pharmacy rationalization in a high complexity hospital. Lat. Am. J. Pharm. 30(7): 1342-7 (2011).