RELATO DE EXPERIÊNCIA: IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO PEDIÁTRICO DE PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE EM UNIDADES DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
INTRODUÇÃO: A Urgência e Emergência tem se transformado em uma área problemática para o sistema de saúde, conforme relatado na Política Nacional de Atenção as Urgências (2006). A insuficiente estruturação da rede é um dos fatores que contribui para o aumento do problema. Neste cenário, a adoção de medidas como a implantação de protocolos clínicos vem tomando um papel essencial para otimizar os atendimentos nessas unidades. Necessitando prestar assistência com mais qualidade aos beneficiários que procuram atendimento em unidades de Urgência e Emergência, a Unimed Belém optou por implantar, em três unidades próprias, o protocolo pediátrico de Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) em função da elevada procura de atendimento para essa afecção que é responsável por altos índices de mortalidade infantil no mundo. DESENVOLVIMEN O tratamento da PAC envolve medidas específicas, como o uso de antibioticoterapia e medidas de suporte. Para maior adesão ao protocolo os enfermeiros da classificação de risco foram treinados para sinalizar os pacientes com critérios de PAC. Ao avaliar o paciente previamente sinalizado, o médico possui a opção de manter ou excluir o paciente do protocolo. Foram estabelecidos dois fluxos de tratamento, são eles: ambulatorial, que pode ser tratamento via oral ou endovenoso, este último com aplicação da medicação realizada pelo serviço de Med Care que consiste em unidade de administração de injetáveis, ou internação hospitalar, sendo que para crianças menores de dois meses a conduta sempre será internação. O monitoramento pós-alta é realizado nos dois fluxos. Em casos de tratamento ambulatorial é agendada consulta com o pediatra da criança ou pediatra de referência da unidade, que reavaliará o tratamento em até 72h, já nos casos de internação o monitoramento é feito até a alta do paciente. CONCLUSÃO: A decisão assertiva de optar pela implantação do protocolo pediátrico de PAC contribuiu para minimizar os riscos inerentes à patologia e garantir a escolha de fluxo adequado de tratamento para cada paciente. REFERÊNCIAS: Ministério da Saúde (BR). Política Nacional de Atenção as Urgências. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2006; Pneumonia Adquirida na Comunidade na Infância: "Tratamento e Prevenção." - Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia - Sociedade Brasileira de Pediatria - 2011.