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A contenção física se refere ao uso de meios mecânicos ou manuais para restringir a movimentação do paciente quando este oferece riscos para si ou para terceiros. Trata-se de uma conduta excepcional que deve ser cercada de todos os cuidados, para que a ação sobre o paciente seja menos lesiva possível e com o mínimo de interferência no tratamento terapêutico. Neste cenário, um hospital do leste de MG implantou o Protocolo de Contenção de Pacientes, baseado em modelo internacional (NIAHO/DIAS) pautado em altos índices de segurança para o paciente/ familiares e os envolvidos na assistência com ampla adesão da equipe multidisciplinar. A contenção é utilizada somente por prescrição médica e depois de esgotadas todas as alternativas para controle do paciente. Para a estruturação do protocolo buscou-se referência em normas internacionais para planejamento de cada etapa: descrição e fluxo do protocolo; capacitação técnica dos profissionais da assistência; definição das ferramentas de medição dos resultados assistenciais. O protocolo é classificado por tipo de contenção física, mecânica ou química; avaliação "cara a cara? pela enfermagem com reavaliações periódicas e registro em prontuário médico; prescrição de cuidados médicos e de enfermagem; orientação à família sobre a necessidade da contenção e do acompanhante permanecer próximo ao paciente, assinatura do Termo de Consentimento para Contenção Física; registro da contenção como evento adverso para melhor acompanhamento gerencial e possíveis lesões decorrentes da intervenção; em caso de descontinuação da contenção, o procedimento deve ser suspenso na prescrição médica. O acompanhamento do protocolo é realizado através de indicador Taxa de Contenção e monitorado por notificações de incidentes na ferramenta de gestão e todas são avaliadas quanto à indicação da realização do procedimento e se não havia outros métodos a serem utilizados. A contenção realizada de maneira correta e respaldada pela equipe multidisciplinar é um instrumento importante para a equipe ao trabalhar com pacientes em momentos de agitação intensa e agressividade com altos níveis de segurança e qualidade na assistência. É de suma importância a capacitação constante das equipes, revisão de processos e associação protocolos similares que possam contribuir para redução de contenções físicas.