Parto Adequado
O projeto Parto Adequado foi é desenvolvido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em parceria com o Institute for Healthcare Improvement (IHI) e Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e apoio do Ministério da Saúde (MS). Foi criado em Fevereiro de 2015 e tem o objetivo de implementar técnicas que estimulem a redução de cesarianas desnecessárias na saúde suplementar brasileira. A proporção de partos cesáreos no setor suplementar de saúde brasileiro em 2015 foi de 84,4% de cesarianas, enquanto a recomendação da Organização Mundial de Saúde é de até 15% de partos cesáreos. O projeto é de adesão voluntária e destinado a hospitais privados. Há vagas para hospitais exclusivamente SUS. O projeto contou inicialmente com 50 vagas, no entanto, como a procura foi maior que a quantidade de vagas, decidiu-se dividir os hospitais em dois grupos: Piloto e Seguidores. Ambos assinaram termo de adesão e mantêm compromissos com o Projeto. Posteriormente a ANS convidou as operadoras a participarem na condição de apoiadoras.O projeto adotou a metodologia de sessões de aprendizagem virtuais e presenciais. As equipes de profissionais de saúde foram capacitadas em treinamentos práticos no Centro de Simulação Realística do Hospital Albert Einstein. No decorrer do projeto, 440 profissionais de saúde foram treinados em habilidades clínicas envolvendo resolução técnicade intercorrências durante o trabalho de parto e parto, humanização e habilidades comportamentais. Especialistas em qualidade realizaram visitas técnicas noshospitais, foram elaboradas, em conjunto com as equipes dos hospitais, recomendações e estratégias para melhoria de processos e estrutura física e de recursos humanos, formando uma rede de contatos e colaboração.A taxa de partos vaginais nos 26 hospitais que concluíram o projeto como pilotos cresceu em média 76%, saindo de 21% em 2014 para 37% em 2016. Considerando todos os 35 hospitais que finalizaram projeto, o crescimento médio da taxa de partos vaginais foi de 43%, passando de 23,8% para 34%. Nove hospitais conseguiram atingir ou superar individualmente a meta de 40% de partos vaginais. Em 18 meses, mais de dez mil cesáreas sem indicação clínica foram evitadas. Com o sucesso do projeto a ANS decidiu lançar a Fase 2, que será destinada à 150 hospitais.