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Mapeamento de Riscos de Processos Prioritários em uma Unidade de Oncopediatria

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Unidades oncoterápicas são potencialmente perigosas dada a complexidade dos cuidados empreendidos. A Gerência de Riscos Assistenciais e a Oncopediatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre desenvolveram uma matriz de riscos para o setor, para identificar os perigos aos quais os pacientes estão expostos. O projeto iniciou com mapeamento dos macroprocessos, priorizados em função da relevância à qualidade da assistência prestada e potencial impacto à segurança do paciente. Prover terapêutica medicamentosa a paciente pediátrico crônico foi apontado pela equipe multidisciplinar como macroprocesso crítico, e decomposto em 2 processos: Prover terapêutica quimioterápica e de suporte e Prover terapêutica da dor, abrangendo as etapas de prescrição, aprazamento, dispensação e administração do fármaco. Para cada processo foram identificados riscos através de brainstorming. A avaliação foi realizada utilizando uma matriz Probabilidade versus Consequência de 5 x 5. Para classificação da Probabilidade, a semana foi dividida em 3 agrupamentos de turnos utilizados para ponderar as probabilidades atribuídas, os quais refletem a dinâmica de pessoal e processos do setor. A consequência foi avaliada para o paciente. Verificou-se que o processo crítico em termos de segurança é Prover terapêutica da dor, sendo principal risco a Ocorrência de evento adverso associado ao uso de opióides / cetaminas / benzodiazepínicos via venosa, seguido de Escalas multidimensionais para manejo da dor não comportarem a diversidade de condições clínicas dos pacientes oncopediátricos e das diferentes faixas etárias. Já a quimioterapia, mesmo implicando riscos relacionados às características dos medicamentos, com margem terapêutica estreita e dependentes da concomitância com tratamentos de suporte, foi avaliado como seguro, demandando melhorias marginais. Foi evidenciado que barreiras existentes impactam positivamente na redução da frequência de eventos adversos, como as realizadas pelas equipes de enfermagem e farmacêutica clínica. Há espaço para ação sobre causas raízes dos riscos identificados, especialmente no que tange à revisão dos protocolos da dor e aprimoramento do sistema de prescrição. A matriz de risco mostrou-se adequada ao tipo de análise feita, pois os resultados refletem percepções subjetivas da equipe.