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Experiência na Implantação do Protocolo de Sepse: prevenção de complicações e óbitos

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Apesar dos avanços no entendimento sobre a sepse e pesquisas que demonstram resultados na prevenção e tratamento, ainda observa-se, mundialmente, uma incidência epidêmica com altas taxas de mortalidade1. No Brasil, a letalidade global é de 55%, muito acima da reportada em países desenvolvidos2. É sabido que a implantação de protocolos e pacotes de medidas são eficazes na redução da mortalidade por sepse, mas os hospitais que aderem a essas iniciativas ainda são insuficientes1. O objetivo deste trabalho é relatar a experiência da implantação do protocolo de sepse adulto em hospital universitário privado, de grande porte, interior do estado de São Paulo e os resultados obtidos na prevenção de óbitos por sepse. A implantação ocorreu em 2014, sendo elegíveis os pacientes com idade maior ou igual a 13 anos e quadro compatível com SIRS e foco infeccioso provável. Foram definidos como marcadores: a inclusão no protocolo em até 15 minutos do atendimento inicial; liberação do resultado do lactato em até 30 minutos da coleta; coleta de hemoculturas antes do antimicrobiano e administração do antimicrobiano em até 180 minutos, para unidades de urgência e emergência e até 60 minutos em UTI e unidades de internação. A equipe de enfermagem, por meio da utilização do score MEWS, identifica os pacientes elegíveis e sinaliza a equipe médica para inserção no protocolo. Na Tabela 1 observamos o índice de atendimento dos marcadores do protocolo no período de 2014 a 2016. Na Tabela 2 evidenciamos o número de pacientes inseridos no protocolo, bem como o índice de prevenção de óbitos por sepse, que se mostrou extremamente satisfatório, desde a implantação do protocolo e com melhorias ao longo dos anos. Conclui-se que a adoção do protocolo foi eficaz na prevenção dos óbitos por sepse na referida instituição. A equipe de enfermagem desempenhou papel preponderante na identificação dos pacientes para inserção no protocolo. 1 Levy MM et al. Surviving Sepsis Campaign: association between performance metrics and outcomes in a 7.5-year study. Crit Care Med. 2015; 43(1):3-12. 2 Instituto Latino Americano de Sepse. SPREAD - Perfil epidemiológico da sepse grave e choque séptico dentro dos diferentes ambientes em hospitais brasileiros. [Internet]. 2012. [citado em 2016 dez. 14]. Disponível em: http://www.ilas.org.br/spread.php