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Comparativo de três modelo de remuneração da saúde suplementar

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O presente artigo busca identificar as vantagens e desvantagens de três modelos de remuneração, considerando-se as peculiaridades do setor da saúde suplementar brasileira. O Fee for Service (FFS) é utilizado há décadas no Brasil e paga os prestadores por procedimentos realizados. Como alternativa, emerge no setor de saúde brasileiro o DRG (Diagnosis Related Groups), onde a remuneração é baseada no diagnóstico do paciente e o pagamento é único. O modelo mais recente é o Pay for Performance (P4P), criado por Michael Porter e Robert Kaplan, que prevê o uso de incentivos financeiros atrelados ao desempenho. A metodologia empregada consiste em pesquisa bibliográfica exploratória, baseada em teses, dissertações e artigos científicos que tratam do tema e trazem estudos de caso, com experiências de implementação dos modelos citados. Os resultados mostram que no FFS há incentivo ao overuse e desperdício de recursos. Falhas de mercado tornam-se latentes, como o risco moral e assimetria da informação. Não é sustentável, porém, não deve ser totalmente abandonado. O DRG permite a criação de pacotes que proporcionam maior previsibilidade nos custos, mas não abrange todo o ciclo de tratamento de uma doença, além de pagar de forma separada cada especialista. O P4P possui requisitos que o Brasil ainda não possui, como volume de dados para se realizar análises evolutivas da saúde populacional. Para o paciente é a melhor opção, pois ele passa a ser o centro da atenção do prestador, que será remunerado pela performance do serviço. Concluiu-se que nenhum modelo é capaz de deixar todos os elos da cadeia de valor satisfeitos, se entender-se que em qualquer ajuste haverá vencedores e perdedores. Um modelo de remuneração justo depende da existência de um mecanismo de avaliação no setor da saúde suplementar. O papel de avaliador seria adequado à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão regulador, que contaria, assim, com mais uma ferramenta na regulação do sistema.Referências:ANDRADE, Mônica V. Ensaios em economia da saúde. 2000. Tese de Doutorado.KAPLAN, Robert S.; PORTER, Michael E. Como resolver a crise de custos na saúde. Harvard Business Review Brasil [Internet], 2011.PORTER, Michael E.; TEISBERG, Elizabeth O. Repensando a saúde. Bookman, 2007.