AVALIAÇÃO DO PROTOCOLO DE SEPSE EM UNIDADES DE PRONTO ATENDIMENTO DE FORTALEZA- CEARÁ
Introdução: Pacientes com quadros infecciosos poderão evoluir para sepse, sepse grave ou choque séptico e as chances de evoluir para um desfecho favorável está relacionado quando os sinais de alerta clinico são identificados precocemente e iniciadas manobras corretas de prevenção da deterioração do quadro infeccioso. As evidências atuais demonstram a implantação efetiva de protocolos assistenciais, gerenciados, baseados nas diretrizes da Campanha de Sobrevivência à sepse tem mostrado impacto na evolução desses pacientes. Objetivo: Avaliar os resultados da implantação de um protocolo de sepse em unidades de pronto atendimento (UPA). Método: Foi realizado um estudo observacional, do tipo seccional, quantitativo em nove UPA´s da cidade de Fortaleza- Ceará, onde o protocolo sepse foi implantado, no período de Janeiro a Junho de 2015. A coleta de dados se deu a partir de uma planilha eletrônica onde foram coletados dados sobre o foco infeccioso, estratificação do quadro clinico, quantidade da reposição volêmica administrada, hora da administração do antibiótico, locais de transferência dos pacientes e desfecho como alta e óbito. Resultado: No período ocorreram oitenta e seis (86) casos de pacientes incluídos no estudo. A maioria dos pacientes, 77% (n=66), apresentava quadro de sepse grave. Em 75% (n=64) dos protocolos abertos foi observado uma conformidade adequada, demonstrando alta taxa de adesão da equipe assistencial. O foco infeccioso mais prevalente, 45% (n=39), responsável pela piora clínica do paciente, foi de origem pulmonar. Conclusão: Nessas UPA´s a maioria dos protocolos abertos estavam em conformidade com o protocolo implantado, possibilitando uma melhor organização da unidade na busca de um desfecho favorável para o paciente. REFERÊNCIAS:DELLINGER R.P. et al. Campanha de sobrevivência à sepse: Diretrizes internacionais para tratamento de sepse grave e choque séptico: 2012. Critical Care Medicine, v.41, n.2, p.1-58, 2013.Instituto Latino Americano para Estudos da Sepse- ILAS. Roteiro de implementação de protocolo assistencial gerenciado. São Paulo. 2014. Disponível em: http://ilas.org.br/ilasorgbr/upfiles/arquivos/Roteiro%20implementa%C3%A7... G. Epidemiology studies in critical care. Critical Care v10, n.2, p136