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Introdução: As quedas são responsáveis por dois em cada cinco eventos indesejáveis em hospitais(1). Este evento não é desejável devido aos danos graves que podem causar. A taxa de efetividade do protocolo de queda permite o monitoramento da adesão dos profissionais às barreiras implementadas para a prevenção. Objetivo: avaliar a taxa de efetividade do protocolo de queda. Método: É um relato de caso realizado na Clínica Médica, com 42 leitos, em um Hospital Geral de grande porte localizado na região metropolitana de São Paulo no período de janeiro a novembro de 2016. O perfil epidemiológico são pacientes com idade superior a 50 anos, com doença renal crônica e síndrome coronária aguda, ou mais de duas comorbidades. As recomendações do protocolo são: manter as grades elevadas, orientar o paciente e acompanhante a chamar a equipe de enfermagem antes de levantar, fornecer pulseira de sinalização de queda, e explicar, manter a cama no nível mais baixo e macas, camas e cadeiras de rodas travadas. Estas intervenções são aplicadas, pelo enfermeiro a todos os classificados com risco através da Escala de Morse. Mensalmente foi realizada auditoria dos pacientes em risco e calculado através da fórmula: número de pacientes com risco que não tiveram evento dividido pelo número de pacientes em risco multiplicado por cem. Resultados: Nos meses de janeiro, maio e junho a taxa de efetividade foi de 100%, e os meses com menor adesão foram os julho, agosto e novembro com 99,8%. A principal causa foi a não adesão dos pacientes às orientações da locomoção para o banheiro. Conclusão: É importante garantir a adesão do protocolo na sua integralidade para manter um ambiente seguro, porém é primordial que o paciente e sua família sejam envolvidos e sensibilizados em relação a prevenção das quedas.Referência: Correa AD, Marques IAB, Martinez MC, Laurino PS, Leão ER, Chimentão DMN. Implantação de um protocolo para gerenciamento de quedas em hospital: resultados de quatro anos de seguimento. RevEsc Enfermagem 2012; 46(1): 67-74.