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APLICAÇÃO DE UMA ESCALA DE CLASSIFICAÇÃO DE RISCO PARA O ACOMPANHAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO DE PACIENTES HOSPITALIZADOS

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O Acompanhamento Farmacoterapêutico (AFT) realizado pelo farmacêutico visa a identificação dos resultados clínicos negativos, sendo realizadas intervenções para preveni-los ou resolvê-los. Para a identificação de pacientes com necessidade de AFT é realizada a análise risco farmacoterapêutico. O objetivo do estudo é descrever os resultados da utilização de uma Escala de Classificação de Risco Farmacoterapêutico (ECRF) por um serviço de farmácia clínica para o AFT de pacientes hospitalizados. Trata-se de um estudo observacional, descritivo e transversal. Foram analisados os resultados da aplicação da ECRF realizado pelo farmacêutico clínico na admissão de pacientes do eixo adulto, em um hospital em Fortaleza/Ceará, no período de outubro a dezembro/2016. A ECRF é composta por 8 categorias: idade; total de medicamentos; total de medicamentos endovenosos; medicamentos potencialmente perigosos; via de alimentação; complicações clínicas e imunossupressão. Os pacientes são classificados de acordo com o risco através da soma dos valores de cada categoria: alto(prioridade no AFT); médio(AFT não emergencial); baixo(monitoramento). Foi aplicada a ECRF em 380 pacientes (outubro=146; novembro=114; dezembro=120). Classificação de risco: 2,6% alto(n=10); 38,7% médio(n=147); 58,7% baixo(n=223). Os pacientes classificados como alto risco, a maioria, era da unidade de terapia intensiva, enquanto que os de baixo risco tinham maior concentração na clínica cirúrgica(36,8%), evidenciando o perfil das unidades. Após implantação da ECRF ocorreu um aumento de 17% no número de pacientes em AFT pelo farmacêutico clínico. A ECRF mostra ser efetiva na identificação de pacientes com maior risco de desenvolver problemas relacionados a farmacoterapia a serem priorizados no AFT realizado pelo farmacêutico clínico.MATINBIACHO et al. Development of risk score to hospitalized patients for Clinical Pharmacy rationalization in a high complexity hospital. Lat. Am. J. Pharm. 30(7): 1342-7 (2011)