Adesão ao protocolo de Hemovigilância
A Terapia Transfusional é um processo que requer indicação precisa e administração correta, para isso, deve-se respeitar todas as normas técnicas preconizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Tal processo envolve riscos sanitários, como por exemplo, a ocorrência potencial de incidentes transfusionais. Para garantir a segurança no processo transfusional instituiu-se o protocolo de hemovigilância, que preconiza oito etapas que sinalizam possíveis alterações durante e após o ato transfusional. Objetivando conhecer a adesão as ações desse protocolo foi elaborada uma ficha de monitoramento, aplicada em visita ativa aos pacientes hemotransfundidos no período de julho de 2011 a dezembro de 2012. Foram consultadas as fichas de acompanhamento transfusional disponível em prontuário, e para o preenchimento dos dados referentes ao uso da placa de hemovigilância por 24 horas utilizou-se a observação da ferramenta no leito. Trata-se de um estudo transversal, analítico e documental. As variáveis do estudo foram constituídas pelos passos do protocolo. Para compilar os dados utilizamos os software Excel e o epi-info 3.6 para gerarmos frequências simples, médias e gráficos. Os resultados obtidos a partir do monitoramento de 87,52% (n=4272) do total de transfusões do período pesquisado. Na prescrição médica do hemocomponente obtivemos 96%. Para checagem da administração do hemocomponente na prescrição (91%), registro dos SSVV no início da transfusão (94%), registro dos SSVV após 30 minutos do início da transfusão (90%), registro dos SSVV no término da transfusão (87%) e 30 minutos após o término (79%), preenchimento das informações do paciente e do hemocomponente na etiqueta transfusional (94%), uso da placa de hemovigilância por 24h (39%). A média de adesão ao protocolo foi maior que 80%. Consideramos um ótimo resultado a adesão encontrada pelo estudo. O que reflete a qualidade do processo de implantação do instrumento e sensibilização dos profissionais envolvidos no processo, refletindo o compromisso de toda equipe com a segurança. Referência: BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Hemovigilância: manual técnico para investigação das reações transfusionais imediatas e tardias não infecciosas. - Brasília: 2007. 124 p. ISBN 978-85-88233-27-0.