Este trabalho foi publicado pelo Galoá e tem um DOI depositado. Para citar este trabalho, use um dos padrões abaixo:
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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!O mercado de saúde suplementar brasileiro tem passado por várias transformações importantes ao longo dos anos, devido a mudanças no perfil dos pacientes e avanços tecnológicos, com impacto significativo nos gastos com a Saúde e na crescente pressão das operadoras pela gestão de custos ao longo da cadeia. O grande desafio é repensar os modelos de remuneração hospitalar pré-existentes e a capacidade de atender a estas mudanças, por meio da redução da disparidade de procedimentos, expansão de serviços e busca pela eficiência operacional. Usualmente, o modelo utilizado nos hospitais é o fee-for-service, (pagamento por serviço). Diante deste cenário, nota-se a necessidade de aprimoramento e adaptação deste modelo para atingir uma forma remuneratória baseada na qualidade dos serviços, previsibilidade e redução dos custos, tendo como resultados melhores índices de satisfação de todos os envolvidos. Para enfrentar estes desafios, em um hospital privado de São Paulo, implantou o modelo de remuneração denominado Procedimento Gerenciado, definido como conjunto de ações assistenciais e administrativas necessárias e suficientes para a realização integral de procedimentos cirúrgicos, contemplando todos os recursos inerentes ao processo assistencial. A base está fundamentada em protocolos, diretrizes clínicas e consenso dos especialistas que compõem o corpo clínico. O objetivo é estabelecer um preço global para concentrar itens que compõem a intervenção cirúrgica, acelerando e racionalizando a operacionalização da cobrança e pagamento, com previsibilidade de gastos para ambas as partes. Hoje há implantado no hospital 26 procedimentos gerenciados de 6 especialidades, o que representou 14% do faturamento em junho/2018. Através do monitoramento dos resultados, verificou-se uma adesão de 80% nos protocolos definidos. Diante disso, foram necessárias renegociações com as operadoras e rediscussão dos mesmos com as equipes médicas, aumentando para 90% a adesão, mantendo a qualidade e segurança na assistência prestada ao paciente.
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