Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e Índice de Massa Corporal (IMC) entre beneficiários e não beneficiários de planos de saúde no Brasil

Vol. 1, 2019. - 118686
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Resumo

Introdução: As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são as principais fontes de carga de doenças no Brasil. O monitoramento e a produção de dados a nível nacional sobre a situação de saúde, cuidados e estilos de vida da população brasileira permitem orientar políticas de prevenção de doenças e promoção da saúde. Objetivo: Descrever a frequência de DCNT, obesidade e sobrepeso de beneficiários e não beneficiários de planos de saúde no Brasil.Métodos: Análise dos microdados da Pesquisa Nacional de Saúde 2013 (PNS 2013), inquérito transversal de base domiciliar realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram realizadas análises estatísticas com o Intervalo de 95% de Confiança e os dados foram analisados no software estatístico SAS. Para a avaliação da presença de DCNT, o entrevistado foi questionado se algum médico já lhe deu o diagnóstico de hipertensão arterial, diabetes e/ou colesterol alto. Para avaliar o IMC, utilizou-se as definições da Organização Mundial da Saúde: adultos com sobrepeso apresentam IMC de 25 a 29,9 kg/m² e com obesidade IMC igual ou superior a 30 kg/m². Para a definição do IMC da população, foram excluídas as respondentes que declararam estarem grávidas no momento da entrevista.Resultados: Do total de entrevistados pela PNS 2013, 27,9% (N=55.985.271) da população brasileira referiram ter um plano de saúde (médico e/ou odontológico) e 72,1% (N=144.588.236) não tinham plano de saúde. Entre os beneficiários, 22,3% tinham hipertensão arterial, 6,8% diabetes e 15,5% colesterol alto. Em comparação, 21,0% dos não beneficiários apresentavam hipertensão arterial, 6,0% diabetes e 11,3% colesterol alto. Mais de um terço da população brasileira estava com sobrepeso (beneficiários: 37,6% e não beneficiários: 33,8%) e a proporção de beneficiários e não beneficiários que eram obesos foi de 18,8% e 18,6%, respectivamente. Conclusões: Maior proporção de beneficiários apresentaram hipertensão arterial, diabetes e colesterol alto ao comparar com não beneficiários, mas as diferenças foram muito pequenas. Mais da metade da população brasileira estava obesa ou com excesso de peso em 2013, principalmente beneficiários. As DCNT e o excesso de peso estão se tornando um dos principais problemas de saúde no Brasil e políticas para sua prevenção e controle devem ser implementadas.

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