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Resumo

O trabalho discorre sobre os impactos assistenciais e gerenciais da implantação de um modelo de desospitalização humanizada.Durante um ano, mensuramos indicadores para registrar os resultados da aplicação desse processo, baseado na construção e utilização de protocolos.O trabalho inicia na alta segura, seguindo um protocolo desenvolvido no serviço que prevê a identificação do local de residência do paciente de maneira visualmente rápida e possibilidade de inclusão deste na assistência domiciliar. Segue-se a identificação do objetivo terapêutico, que no modelo de hospital dia transferido para o espaço domiciliar prevê a "medicação em casa", liberando assim, o paciente precocemente para, por exemplo, término de antibióticoterapia no domicílio. O impacto desse processo permitiu ao pronto atendimento uma queda na taxa de ocupação (paciente internado fora do leito) de 250% para menos de 70%, reduzindo queixas, desassistencia e principalmente, resgatando a dignidade e humanização do cuidado. O modelo desenvolvido não trabalha apenas no paciente tratável/reabilitável, mas também ampliou a possibilidade de um olhar mais aprofundado, diferenciado e humanizado no paciente portador de moléstias sem possibilidades de cura, fortalecendo o nucleo técnico científico de cuidado paliativo (ntccp), seja ele no momento de fim de vida ou não, influenciando até mesmo doação de órgãos em parceria da assistência domiciliar (ad) e a comissão intra-hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplante (cihdott).Toda essa construção mostrou a necessidade da AD estar diretamente ligada a grupos estratégicos, se não todos, para a qualificação e fidelização do cuidado, como gestora do cuidado, da entrada à saída do hospital, e ainda na inserção na rede assistencial do território, como uma grande balsa nas múltiplas travessias que são as transições de cuidados.

Instituições
  • 1 Hospital Municipal Vereador José Storopolli - SPDM
Eixo Temático
  • Gestão em Saúde