Este trabalho foi publicado pelo Galoá e tem um DOI depositado. Para citar este trabalho, use um dos padrões abaixo:
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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!Em relação ao Value Based Healthcare deve-se considerar os desfechos que importam para o paciente e são fundamentais para o desenvolvimento de modelos de remuneração baseados em valor. Dor lombar é um problema crescente e foi a maior causa de afastamento do trabalho em 2016 e 2017 segundo o Ministério do Trabalho do Brasil, sendo que muitos casos com indicação cirúrgica. A definição etiológica para dor lombar é complexa, existem poucas ferramentas confiáveis para avaliar e diagnosticar as causas, recomendando-se cautela na solicitação de exames de imagem, pois, além de gerar custos excessivos, pode levar a uma condição chamada de overdiagnosis, podendo interferir diretamente na conduta dos profissionais na escolha entre tratamento cirúrgico e conservador. Desta forma, o tratamento cirúrgico pode não atingir os resultados de melhora esperados, em relação qualidade de vida e funcionalidade, além da exposição a riscos cirúrgicos e o custo elevado. Objetivo: Avaliar desfechos clínicos na perspectiva dos pacientes submetidos a tratamento cirúrgico para dor lombar. Metodologia: Os pacientes submetidos à cirurgia para tratamento de dor lombar sem melhora clínica foram avaliados conforme o protocolo de desfechos ICHOM (International Consortium for Health Outcomes Measurement), que inclui aplicação de questionários de qualidade de vida e de funcionalidade no pré-operatório, 3 e 6 meses após a cirurgia. As avaliações foram feitas no formato de entrevista, presencial ou por telefone, e dados complementares obtidos do prontuário. Nem todos os pacientes atingiram as três fases de avaliação. Resultados: As avaliações foram feitas de janeiro a novembro de 2018. Foram incluídos 171 pacientes, com idade média de 50 anos, 56% mulher. A permanência hospitalar média foi de 3,4 dias. Houve ganho médio na funcionalidade em 45% com 3 meses e em 51% em 6 meses; houve ganho médio na qualidade de vida percebida pelos pacientes em 58% com 3 meses e em 60% em 6 meses. Conclusão: A mensuração de resultados que impactam na qualidade de vida e na funcionalidade para o paciente são fundamentais para a avaliação do desempenho de serviços e equipes médicas. O aprimoramento desta metodologia poderá selecionar os pacientes que mais se beneficiarão do tratamento cirúrgico, bem como, no desenvolvimento de novos modelos de remuneração baseados em valor.
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