SENTIDOS DE INFÂNCIAS: DIÁLOGOS ATLÂNTICO-BRINCANTES COM SOCIEDADES TRADICIONAIS AFRICANAS Ementa: Origem das sociedades tradicionais africanas. Princípios basilares dos povos banto e iorubá. Diálogos possíveis entre as cosmovisões sobre/com as infâncias banto e iorubá e a diáspora africana no Brasil. O lugar da brincadeira e da narrativa nas interlocuções entre os povos bantos e iorubá e as infâncias no Brasil. Objetivo: Reconhecer as contribuições das cosmovisões banto e iorubá, no contexto das culturas tradicionais africanas, para refletir sobre as infâncias em uma perspectiva afro referenciada. Metodologia/avaliação: Em um primeiro momento do minicurso, proponho uma roda de apresentação. Logo após, realizarei a apresentação dos principais conceitos e perspectivas teórico-metodológicas que embasam meus modos de fazer pesquisa sobre/com as infâncias negras e a educação das relações étnico-raciais. Nesse percurso, apresentarei o que denominamos sociedades tradicionais africanas, especificamente os povos banto e iorubá (Nascimento, 2012), em diálogo com Santos (2017), e seus pilares, delimitados pela autora como: família extensa, pertencimento ao coletivo, ancestralidade, princípio do coletivo e tradição oral. Por meio desses pilares, dialogamos com o papel das infâncias nessas sociedades, junto a Alves e Noguera (2020) e Nascimento (2012). Em linhas gerais, os/a autores/autora defendem que as sociedades tradicionais africanas elaboram sentidos de infância ligados à natureza, à religiosidade, à ancestralidade e à coletividade. Em seguida, irei estabelecer diálogos possíveis entre as cosmovisões dos povos banto e iorubá e sua herança (re)costurada e (re) significada, com a vinda forçada desses povos ao Brasil no período da escravização, pelas populações afro-brasileiras na contemporaneidade. Após a roda de apresentação e a exposição teórico-metodológica sobre/com as infâncias, como avaliação, proponho que, em grupos, elaborem um plano de aula, tomando como base uma das brincadeiras afro-brasileiras do Catálogo de Jogos e Brincadeiras Africanas e Afro-brasileiras. REFERÊNCIAS: ALVES, L. P; NOGUERA, R. Exu, a infância e o tempo: Zonas de Emergência de Infâncias (ZEI). Revista Educação e Cultura Contemporânea. v. 17. n. 48, 2020. BRASIL. Lei 10.639, 9 de janeiro de 2003. NASCIMENTO, W. F. Jindengue – Omo Kékeré: notas a partir de alguns olhares africanos sobre infância e formação. In.: XAVIER, I. M; KOHAN, W. O. (orgs.). Filosofar: aprender e ensinar. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012. NUNES, M. D. F. Educação antirracista para crianças pequenas: ideias para começar um novo mundo. Zero-a-Seis. Dossiê Especial: Educação Infantil em tempos de pandemia. v. 23. n. Especial, 2021. NUNES, M. D. F.; PINTO, H. S.; SILVA, L. F. (orgs.). Catálogo de jogos e brincadeiras africanas e afro-brasileiras. São Paulo: Aziza Editora, 2022. SANTOS, Y. L. dos. História da África e do Brasil afrodescendente. Rio de Janeiro: Pallas, 2017.