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Este estudo analisa a construção da identidade profissional de psicopedagogas atuantes no estado do Rio Grande do Sul, com ênfase na prática clínica voltada à inclusão de pessoas com deficiência (PcD). Busca-se compreender os sentidos atribuídos à atuação profissional, às trajetórias formativas e aos desafios enfrentados na consolidação de práticas inclusivas. Participaram oito psicopedagogas associadas à ABPpRS, com experiência clínica com PcD. A pesquisa qualitativa deriva de um levantamento anterior com 257 profissionais; das 47 respostas obtidas, 18 atenderam aos critérios, e oito foram entrevistadas. A Análise de Discurso orientou o tratamento dos dados, originando três categorias: formação e gênero; atuação clínica; e desafios da inclusão. Os resultados apontam que a identidade profissional é marcada por sensibilidade e compromisso ético com a inclusão, embora perpassada por tensões estruturais. A predominância de mulheres brancas, com idade média de 60 anos, evidencia baixa diversidade étnico-racial e geracional. Lacunas na formação e ausência de regulamentação fragilizam o reconhecimento da psicopedagogia como campo autônomo e dificultam práticas clínicas pautadas na equidade e nos direitos das PcD. Conclui-se pela urgência de políticas que incentivem formação continuada, regulamentação profissional e valorização da psicopedagogia clínica inclusiva como campo estratégico para a equidade. Ao integrar saberes da educação e da saúde, a psicopedagogia clínica contribui com ações interdisciplinares, diagnósticos mais precisos e a defesa dos direitos das PcD, fortalecendo práticas inclusivas nos contextos escolar, terapêutico e social.
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