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A theoretical study of poly(p-phenylenes) and their cyclodextrin-based insaluted molecular wires
Paulo Henrique de Sousa Paulino
Departamento de Ciências Naturais / Campus Dom Bosco / Universidade Federal de São João del Rei
Now you could share with me your questions, observations and congratulations
Create a topicConjugated polymers have been shown as promising candidates in the electronic device fabrication.
Solubility is a fundamental requirement for this proper application of these materials.
An strategy to improve the solubility is the formation of inclusion complexes with cyclodextrins.
A theoretical study was carried out via Semiempirical and Density Functional Theory calculations.
HOMO-LUMO gaps were obtained before and after the encapsulation process of the PPP oligomers.
The conductive properties of PPPs are maintained when they are covered by cyclodextrin.
Marcio Varella
Caro Paulo Henrique, parabéns pelo trabalho
Uma curiosidade, os gaps que você apresenta (3eV - 4eV) são compatíveis com materiais isolantes (muito maiores que kT). Qual o gap experimental dos polímeros? Você também menciona polímeros dopados. Nesse caso, qual o mecanismo de condução, seriam semelhantes a semicondutores tipo P ou N?
Obrigado
Marcio
Ricardo Oliveira
Olá Paulo, polímeros semicondutores são muito interessantes! Tenho algumas dúvidas.
1) Como você construiu as estruturas dos oligômeros? E como você escolheu o número de unidades? Esses polímeros devem apresentar algum "grau de flexibilidade" que pode levar a uma dificuldade de simulação.
2) Por que usar o método PM3? Testou outros métodos semiempíricos como o extended tight binding (xtb)?
3) O gap homo-lumo não representa a energia de transição eletrônica. Sugiro que teste fazer cálculos TD-DFT com alguns poucos estados para ter um valor de transição vertical. Pretende fazer isso?
4) O nível de cálculo do "single point" (PBE0/6-31G(d,p)) é o suficiente para tratar adequadamente o momento de dipolo?
5) Você utilizou correção de Van der Waals para os cálculos dos "molecular wires"? Eu diria que essa correção pode ser importante para o cálculo da energia de "formação".
Paulo Henrique de Sousa Paulino
Olá Ricardo, obrigado pelo comentário.
1) As estruturas dos oligômeros eu construí utilizando o HyperChem. Para a construção dos fios moleculares escolhemos o PPP com um número de meros igual a 4, pois a estrutura desse oligômero era a que melhor se encaixava na cavidade do tubo dimérico de beta-ciclodextrina. E utilizamos um tudo dimérico para diminuir o custo computacional.
2) O método PM3 é bastante utilizado pelo nosso grupo de pesquisa, apresentando resultados satisfatórios. Além do mais, como o estudo envolveu apenas estruturas com átomos de C, H e O, o método PM3 é suficiente.
3) No caso, não estávamos interessados no valor extado da energia de transição eletrônica. Além do mais, também observamos que o valor de HOMO-LUMO gap para o oligômero contendo 20 unidades monoméricas está bem próximo do valor do band gap experimental do PPP. Essa parte do trabalho não deu para mostrar devido ao tempo de apresentação.
4) Acredito que sim.
5) Não cheguei a fazer, mas concordo que pode ser importante.
Espero ter respondido suas dúvidas e estou à disposição para outros questionamentos.
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Paulo Henrique de Sousa Paulino
Olá Marcio, obrigado pelo comentário.
O band gap experimental dos polímeros conjugados varia em torno de 2,5 e 4 eV, portanto eles são geralmente classificados como isolantes ou semicondutores. No caso do PPP, o valor do gap experimental é de aproximadamente 3,2 eV. Os valores que foram apresentados são maiores pois estão relacionados a um oligômero do PPP com apenas 4 unidades monoméricas, o gap tende a diminuir com o aumento do número de meros na cadeia.
Já em relação à dopagem, o mecanismo é diferente da dopagem de semicondutores inorgânicos. A teoria mais aceita é o mecanismo de condução baseado em defeitos conjugais, denominados polarons e bipolarons (íons radicais), aos quais está relacionado um distorção na cadeia polimérica que leva a formação de estados eletrônicos localizados no gap. Nesse caso, a dopagem é melhor compreendida como uma reação de oxirredução, em que os dopantes são aceptores ou doadores de elétrons e atuam como agentes de transferência de carga, tornado o polímero um íon polimérico.
Espero tem respondido suas perguntas e estou à disposição para outros questionamentos.